quarta-feira, 17 de abril de 2013

QUEM ESCREVEU A BÍBLIA?

Em algum lugar do Oriente Médio, por volta do século 10 a.C., uma pessoa decidiu escrever um livro. Pegou uma pena, nanquim e folhas de papiro (uma planta importada do Egito) e começou a contar uma história mágica, diferente de tudo o que já havia sido escrito. Era tão forte, mas tão forte, que virou uma obsessão. 

Durante os 1.000 anos seguintes, outras pessoas continuariam reescrevendo, rasurando e compilando aquele texto, que viria a se tornar o maior best seller de todos os tempos: A Bíblia. Ela apresentou uma teoria para o surgimento do homem, trouxe os fundamentos do judaísmo e do cristianismo, influenciou o surgimento do islã, mudou a história da arte – sem a Bíblia, não existiriam os afrescos de Michelangelo nem os quadros de Leonardo da Vinci, e nos legou noções básicas da vida moderna, como os direitos humanos e o livre-arbítrio. 

Mas quem escreveu, afinal, o livro mais importante que a humanidade já viu? Quem era e o que pensavam essas pessoas? Como criaram o enredo, e quem ditou a voz e o estilo de Deus? O que está na Bíblia deve ser levado ao pé da letra, o que até hoje provoca conflitos armados? A resposta tradicional você já conhece: Segundo a tradição judaico-cristã, o autor da Bíblia é o próprio Todo-Poderoso. E ponto final. 

Mas a verdade é um pouco mais complexa que isso. A própria Igreja admite que a revelação divina só veio até nós por meio de mãos humanas. A palavra do Senhor é sagrada, mas foi escrita por reles mortais. Como não sobraram vestígios nem evidências concretas da maioria deles, a chave para encontrá-los está na própria Bíblia. Mas ela não é um simples livro: Imagine as Escrituras como uma biblioteca inteira, que guarda textos montados pelo tempo, pela história e pela fé. Aliás, o termo “Bíblia”, que usamos no singular, vem do plural grego ta biblia ta hagia – “os livros sagrados”. 

A tradição religiosa sempre sustentou que cada livro bíblico foi escrito por um autor claramente identificável. Os 5 primeiros livros do Antigo Testamento (que no judaísmo se chamam Torá e no catolicismo Pentateuco) teriam sido escritos pelo profeta Moisés por volta de 1200 a.C. Os Salmos seriam obra do rei Davi, o autor de Juízes seria o profeta Samuel, e assim por diante. Hoje, a maioria dos estudiosos acredita que os livros sagrados foram um trabalho coletivo. E há uma boa explicação para isso.

As histórias da Bíblia derivam de lendas surgidas na chamada Terra de Canaã, que hoje corresponde a Líbano, Palestina, Israel e pedaços da Jordânia, do Egito e da Síria. Durante séculos acreditou-se que Canaã fora dominada pelos hebreus. Mas descobertas recentes da arqueologia revelam que, na maior parte do tempo, Canaã não foi um Estado, mas uma terra sem fronteiras habitada por diversos povos, os hebreus eram apenas uma entre muitas tribos que andavam por ali. Por isso, sua cultura e seus escritos foram fortemente influenciadas por vizinhos como os cananeus, que viviam ali desde o ano 5000 a.C. E eles não foram os únicos a influenciar as histórias do livro sagrado.

As raízes da árvore bíblica também remontam aos sumérios, antigos habitantes do atual Iraque, que no 3o milênio a.C. escreveram a Epopéia de Gilgamesh. Essa história, protagonizada pelo semideus Gilgamesh, menciona uma enchente que devasta o mundo (e da qual algumas pessoas se salvam construindo um barco). Notou semelhanças com a Bíblia e seus textos sobre o dilúvio, a arca de Noé, o fato de Cristo ser humano e divino ao mesmo tempo? Não é mera coincidência. “A Bíblia era uma obra aberta, com influências de muitas culturas”, afirma o especialista em história antiga Anderson Zalewsky Vargas, da UFRGS.
Foi entre os séculos 10 e 9 a.C. que os escritores hebreus começaram a colocar essa sopa multicultural no papel. Isso aconteceu após o reinado de Davi, que teria unificado as tribos hebraicas num pequeno e frágil reino por volta do ano 1.000 a.C. 

A primeira versão das Escrituras foi redigida nessa época e corresponde à maior parte do que hoje são o Gênesis e o Êxodo. Nesses livros, o tema principal é a relação passional (e às vezes conflituosa) entre Deus e os homens. Só que, logo no começo da Bíblia, já existiu uma divergência sobre o papel do homem e do Senhor na história toda. Isso porque o personagem principal, Deus, é tratado por dois nomes diferentes.

Em alguns trechos ele é chamado pelo nome próprio, Yahweh, traduzido em português como Javé ou Jeová. É um tratamento informal, como se o autor fosse íntimo de Deus. Em outros pontos, o Todo-Poderoso é chamado de Elohim, um título respeitoso e distante (que pode ser traduzido simplesmente como “Deus”). Como se explica isso? Para os fundamentalistas, não tem conversa: Moisés escreveu tudo sozinho e usou os dois nomes simplesmente porque quis. Só que um trecho desse texto narra a morte do próprio Moisés. Isso indica que ele não é o único autor. Os historiadores e a maioria dos religiosos aceitam outra teoria: Esses textos tiveram pelo menos outros dois editores.

Acredita-se que os trechos que falam de Javé sejam os mais antigos, escritos numa época em que a religiosidade era menos formal. Eles contêm uma passagem reveladora: Antes da criação do mundo, “Yahweh não derramara chuva sobre a terra, e nem havia homem para lavrar o solo”. Essa frase, “não havia homem para lavrar o solo”, indica que, na primeira versão da Bíblia, o homem não era apenas mais uma criação de Deus, ele desempenha um papel ativo e fundamental na história toda. “Nesse relato, o homem é co-criador do mundo”, diz o teólogo Humberto Gonçalves, do Centro Ecumênico de Estudos Bíblicos, no Rio Grande do Sul.

Pelo nome que usa para se referir a Deus (Javé), o autor desses trechos foi apelidado de Javista. Já o outro autor, que teria vivido por volta de 850 a.C., é apelidado de Eloísta. Mais sisudo e religioso, ele compôs uma narrativa bastante diferente. Ao contrário do Deus-Javé, que fez o mundo num único dia, o Deus-Elohim levou 6 (e descansou no 7º). Nessa história, a criação é um ato exclusivo de Deus, e o homem surge apenas no 6º dia, junto aos animais.
Tempos mais tarde, os dois relatos foram misturados por editores anônimos, e a narrativa do Eloísta, mais comportada, foi parar no início das Escrituras. Começando por aquela frase incrivelmente simples e poderosa, notória até entre quem nunca leu a Bíblia: “E, no início, Deus criou o céu e a terra...”

Em 589 a.C., Jerusalém foi arrasada pelos babilônios, e grande parte da população foi aprisionada e levada para o atual Iraque. Décadas depois, os hebreus foram libertados por Ciro, senhor do Império Persa, um conquistador “esclarecido”, que tinha tolerância religiosa. Aos poucos, os hebreus retornaram a Canaã, mas com sua fé transformada. Agora os sacerdotes judaicos rejeitavam o politeísmo e diziam que Javé era o único e absoluto deus do Universo. “O monoteísmo pode ter surgido pelo contato com os persas, a religião deles, o masdeísmo, pregava a existência de um deus bondoso, Ahura Mazda, em constante combate contra um deus maligno, Arimã. Essa noção se reflete até na ideia cristã de um combate entre Deus e o Diabo”, afirma Zalewsky, da UFRGS.

A versão final do Pentateuco surgiu por volta de 389 a.C. Nessa época, um religioso chamado Esdras liderou um grupo de sacerdotes que mudaram radicalmente o judaísmo, a começar por suas escrituras. Eles editaram os livros anteriores e escreveram a maior parte dos livros Deuteronômio, Números, Levítico e também um dos pontos altos da Bíblia: Os 10 Mandamentos. 
Além de afirmar o monoteísmo sem sombra de dúvidas (“amarás a Deus acima de todas as coisas” é o primeiro mandamento), a reforma conduzida por Esdras impunha leis religiosas bem rígidas, como a proibição do casamento entre hebreus e não-hebreus. Algumas das leis encontradas no Levítico se assemelham à ética moderna dos direitos humanos: “Se um estrangeiro vier morar convosco, não o maltrates. Ama-o como se fosse um de vós”.
Outras passagens, no entanto, descrevem um Senhor belicoso, vingativo e sanguinário, que ordena o extermínio de cidades inteiras, mulheres e crianças incluídas. 

“Se a religião prega a compaixão, por que os textos sagrados têm tanto ódio?”, pergunta a historiadora americana Karen Armstrong, autora de um novo e provocativo estudo sobre a Bíblia. Para os especialistas, a violência do Antigo Testamento é fruto dos séculos de guerras com os assírios e os babilônios. Os autores do livro sagrado foram influenciados por essa atmosfera de ódio, e daí surgiram as histórias em que Deus se mostra bastante violento e até cruel. Os redatores da Bíblia estavam extravasando sua angústia. Por volta do ano 200 a.C., o cânone (conjunto de livros sagrados) hebraico já estava finalizado e começou a se alastrar pelo Oriente Médio. A primeira tradução completa do Antigo Testamento é dessa época. 

Ela foi feita a mando do rei Ptolomeu 2º em Alexandria, no Egito, grande centro cultural da época. Segundo uma lenda, essa tradução (de hebraico para grego) foi realizada por 72 sábios judeus. Por isso, o texto é conhecido como Septuaginta. Além da tradução grega, também surgiram versões do Antigo Testamento no idioma aramaico, que era uma espécie de língua franca do Oriente Médio naquela época.

Dois séculos mais tarde, a Bíblia em aramaico estava bombando: Ela era a mais lida na Judéia, na Samária e na Galileia (províncias que formam os atuais territórios de Israel e da Palestina). Foi aí que um jovem judeu, grande personagem desta história, começou a se destacar. Como Sócrates, Buda e outros pensadores que mudaram o mundo, Jesus de Nazaré nada deixou por escrito, os primeiros textos sobre ele foram produzidos décadas após sua morte.
E o cristianismo já nasceu perseguido: Por se recusarem a cultuar os deuses oficiais, os cristãos eram considerados subversivos pelo Império Romano, que dominava boa parte do Oriente Médio desde o século 1 a.C. 

Foi nesse clima de medo que os cristãos passaram a colocar no papel as histórias de Jesus, que circulavam em aramaico e também em coiné, um dialeto grego falado pelos mais pobres. “Os cristãos queriam compreender suas origens e debater seus problemas de identidade”, diz o teólogo Paulo Nogueira, da Universidade Metodista de São Paulo. Para fazer isso, criaram um novo gênero literário: O evangelho. Esse termo, que vem do grego evangélion (“boa-nova”), é um tipo de narrativa religiosa contando os milagres, os ensinamentos e a vida do Messias.

A maioria dos evangelhos escritos nos séculos 1 e 2 desapareceu. Naquela época, um “livro” era um amontoado de papiros avulsos, enrolados em forma de pergaminho, podendo ser facilmente extraviados e perdidos. Mas alguns evangelhos foram copiados e recopiados à mão, por membros da Igreja. Até que, por volta do século 4, tomaram o formato de códice, um conjunto de folhas de couro encadernadas, ancestral do livro moderno. O problema é que, a essa altura do campeonato, gerações e gerações de copiadores já haviam introduzido alterações nos textos originais, seja por descuido, seja de propósito. “Muitos erros foram feitos nas cópias, erros que às vezes mudaram o sentido dos textos. Em certos casos, tais erros foram também propositais, de acordo com a teologia do escrivão”, afirma o padre e teólogo Luigi Schiavo, da Universidade Católica de Goiás. Quer ver um exemplo?

Sabe aquela famosa cena em que Jesus salva uma adúltera prestes a ser apedrejada? De acordo com especialistas, esse trecho foi inserido no Evangelho de João por algum escriba, por volta do século 3. Isso porque, na época, o cristianismo estava cortando seu cordão umbilical com o judaísmo. E apedrejar adúlteras é uma das leis que os sacerdotes-escritores judeus haviam colocado no Pentateuco. A introdução da cena em que Jesus salva a adúltera passa a ideia de que os ensinamentos de Cristo haviam superado a Torá e, portanto, os cristãos já não precisavam respeitar ao pé da letra todos os ensinamentos judeus.

A julgar pelo último livro da Bíblia cristã, o Apocalipse (que descreve o fim do mundo), o receio de ter suas narrativas “editadas” era comum entre os autores do Novo Testamento. No versículo 18, lê-se uma terrível ameaça: “Se alguém fizer acréscimos às páginas deste livro, Deus o castigará com as pragas descritas aqui”. Essa ameaça reflete bem o clima dos primeiros séculos do cristianismo: Uma verdadeira baderna teológica, com montes de seitas defendendo ideias diferentes sobre Deus e o Messias. 

A seita dos docetas, por exemplo, acreditava que Jesus não teve um corpo físico. Ele seria um espírito, e sua crucificação e morte não passariam, literalmente de ilusão de ótica. Já os ebionistas acreditavam que Jesus não nascera Filho de Deus, mas fora adotado, já adulto, pelo Senhor. A primeira tentativa de organizar esse caos das Escrituras ocorreu por volta de 142, e o responsável não foi um clérigo, mas um rico comerciante de navios chamado Marcião.

A Bíblia segundo Marcião
Ele nasceu na atual Turquia, foi para Roma, converteu-se ao cristianismo, virou um teólogo influente e resolveu montar sua própria seleção de textos sagrados. A Bíblia de Marcião era bem diferente da que conhecemos hoje. Isso porque ele simpatizava com uma seita cristã hoje desaparecida, o gnosticismo. Para os gnósticos, o Deus do Velho Testamento não era o mesmo que enviara Jesus na verdade, as duas divindades seriam inimigas mortais. O Deus hebraico era monstruoso e sanguinário, e controlava apenas o mundo material. Já o universo espiritual seria dominado por um Deus bondoso, o pai de Jesus. 

A Bíblia editada por Marcião continha apenas o Evangelho de João, 11 cartas de Paulo e nenhuma página do Velho Testamento. Se as ideias de Marcião tivessem triunfado, hoje as histórias de Adão e Eva no paraíso, a arca de Noé e a travessia do mar Vermelho não fariam parte da cultura ocidental. Mas, por volta de 170, o gnosticismo foi declarado proibido pelas autoridades eclesiásticas, e o primeiro editor da Bíblia cristã acabou excomungado.

Roma, até então pior inimiga dos cristãos, ia se rendendo à nova fé. Em 313, o imperador romano Constantino se aliou à Igreja. Ele pretendia usar a força crescente da nova religião para fortalecer seu império. Para isso, no entanto, precisava de uma fé una e sólida. A pressão de Constantino levou os mais influentes bispos cristãos a se reunirem no Concílio de Nicéia, em 325, para colocar ordem na casa de Deus. Ali, surgiu o cânone do cristianismo, a lista oficial de livros que, segundo a Igreja, realmente haviam sido inspirados por Deus.

“A escolha também era política. Um grupo afirmou seu poder e autoridade sobre os outros”, diz o padre Luigi. Esse grupo era o dos cristãos apostólicos, que ganharam poder ao se aliar com o Império Romano. Os apostólicos eram, por assim dizer, o “partido do governo”. E por isso definiram o que iria entrar, ou ser eliminado, das Escrituras.

Eles escolheram os evangelhos de Marcos, Mateus, Lucas e João para representar a biografia oficial de Cristo, enquanto as invenções dos docetas, dos ebionistas e de outras seitas foram excluídas, e seus autores declarados hereges. Os textos excluídos do cânone ganharam o nome de “apócrifos”, palavra que vem do grego apocrypha, “o que foi ocultado”. A maioria dos apócrifos se perdeu, afinal de contas, os escribas da Igreja não estavam interessados em recopilá-los para a posteridade. 

Mas, com o surgimento da arqueologia, no século 19, pedaços desses textos foram encontrados nas areias do Oriente Médio. É o caso de um polêmico texto encontrado em 1886 no Egito. Ele é assinado por uma certa “Maria” que muitos acreditam ser a Madalena, discípula de Jesus, presente em vários trechos do Novo Testamento. O evangelho atribuído a ela é bem feminista: Madalena é descrita como uma figura tão importante quanto Pedro e os outros apóstolos. Nos primórdios do cristianismo, as mulheres eram aceitas no clero, e eram inclusive, consideradas capazes de fazer profecias. 

Foi só no século 3 que o sacerdócio virou monopólio masculino, o que explicaria a censura da apóstola e seu testemunho. Aliás, tudo indica que Madalena não foi prostituta, ideia que teria surgido por um erro na interpretação do livro sagrado. No ano 591, o papa Gregório fez um sermão dizendo que Madalena e outra mulher, também citada nas Escrituras e essa sim ex-pecadora, na verdade seriam a mesma pessoa (em 1967, o Vaticano desfez o equívoco, limpando a reputação de Maria).

Na evolução da Bíblia, foram aparecendo vários trechos machistas, e suspeitos. É o caso de uma passagem atribuída ao apóstolo Paulo: “A mulher aprenda (...) com toda a sujeição. Não permito à mulher que ensine, nem que tenha domínio sobre o homem (...) porque Adão foi formado primeiro, e depois Eva”. É provável que Paulo jamais tenha escrito essas palavras porque, na época em que ele viveu, o cristianismo não pregava a submissão da mulher. Acredita-se que essa parte tenha sido adicionada por algum escriba por volta do século 2.
Após a conversão do imperador Constantino, o eixo do cristianismo se deslocou do Oriente Médio para Roma. Só que, para completar a romanização da fé, faltava um passo: Traduzir a palavra de Deus para o latim. 

A missão coube ao teólogo Eusebius Hyeronimus, que mais tarde viria a ser canonizado com o nome de são Jerônimo. Sob ordens do papa Damaso, ele viajou a Jerusalém em 406 para aprender hebraico e traduzir o Antigo e o Novo Testamento. Não foi nada fácil: O trabalho durou 17 anos.
Daí saiu a Vulgata, a Bíblia latina, que até hoje é o texto oficial da Igreja Católica. Essa é a Bíblia que todo mundo conhece. “A Vulgata foi o alicerce da Igreja no Ocidente”, explica o padre Luigi. Ela é tão influente, mas tão influente, que até seus erros de tradução se tornaram clássicos. 

Ao traduzir uma passagem do Êxodo que descreve o semblante do profeta Moisés, são Jerônimo escreveu em latim: cornuta esse facies sua, ou seja, “sua face tinha chifres”. Esse detalhe esquisito foi levado a sério por artistas como Michelangelo, sua famosa escultura representando Moisés, hoje exposta no Vaticano, está ornada com dois belos corninhos. Tudo porque Jerônimo tropeçou na palavra hebraica karan, que pode significar tanto “chifre” quanto “raio de luz”. A tradução correta está na Septuaginta: O profeta tinha o rosto iluminado, e não chifrudo. Apesar de erros como esse, a Vulgata reinou absoluta ao longo da Idade Média durante séculos, não houve outras traduções.

O único jeito de disseminar o livro sagrado era copiá-lo à mão, tarefa realizada pelos monges copistas. Eles raramente saíam dos mosteiros e passavam a vida copiando e catalogando manuscritos antigos. Só que, às vezes, também se metiam a fazer o papel de autores.

Após a queda do Império Romano, grande parte da literatura da Antiguidade grega e romana se perdeu, foi graças ao trabalho dos monges copistas que livros como a Ilíada e a Odisséia chegaram até nós. Mas alguns deles eram meio malandros: Costumavam interpolar textos nas Escrituras Sagradas para agradar a reis e imperadores. No século 15, por exemplo, monges espanhóis trocaram o termo “babilônios” por “infiéis” no texto do Antigo Testamento, um truque para atacar os muçulmanos, que disputavam com os espanhóis a posse da península Ibérica.

Escrituras em série
Tudo isso mudou após a invenção da imprensa, em 1455. Agora ninguém mais dependia dos copistas para multiplicar os exemplares da Bíblia. Por isso, o grande foco de mudanças no texto sagrado passou a ser outro: As traduções. Em 1522, o pastor Martinho Lutero usou a imprensa para divulgar em massa sua tradução da Bíblia, que tinha feito direto do hebraico e do grego para o alemão. Era a primeira vez que o texto sagrado era vertido numa língua moderna, e a nova versão trouxe várias mudanças, que provocavam a Igreja. Logo depois um britânico, William Tyndale, ousou traduzir a Bíblia para o inglês. 

No Novo Testamento, ele traduziu a palavra ecclesia por “congregação”, em vez de “igreja”, o termo preferido pelas traduções católicas. A mudança nessa palavrinha era um desafio ao poder dos papas: Como era protestante, Tyndale tinha suas diferenças com a Igreja. Resultado? Ele foi queimado como herege em 1536. Mas até hoje seu trabalho é referência para as versões inglesas do livro sagrado.

A Bíblia chegou ao nosso idioma em 1753, quando foi publicada sua primeira tradução completa para o português, feita pelo protestante João Ferreira de Almeida. Hoje, a tradução considerada oficial é a feita pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e lançada em 2001. Ela é considerada mais simples e coloquial que as traduções anteriores. De lá para cá, a Bíblia ganhou o mundo e as línguas. Já foi vertida para mais de 300 idiomas e continua um dos livros mais influentes do mundo: Todos os anos, são publicadas 11 milhões de cópias do texto integral, e 14 milhões só do Novo Testamento.

Depois de tantos séculos de versões e contraversões, ainda não há consenso sobre a forma certa de traduzi-la. Alguns buscam traduções mais próximas do sentido e da época original, como as passagens traduzidas do hebraico pelo linguista David Rosenberg na obra O Livro de J, de 1990. Outros acham que a Bíblia deve ser modernizada para atrair leitores. O linguista Eugene Nida, que verteu a Bíblia na década de 1960, chegou ao extremo de traduzir a palavra “sestércios”, a antiga moeda romana, por “dólares”. 

Em 2008, duas versões igualmente ousadas estão agitando as Escrituras: A Green Bible (“Bíblia Verde”, ainda sem versão em português), que destaca 1.000 passagens relacionadas à ecologia, como o momento em que Jó fala sobre os animais, e a Bible Illuminated (‘Bíblia Iluminada”, em inglês), com design ultramoderno e fotos de celebridades como Nelson Mandela e Angelina Jolie. rs

A Bíblia se transforma, mas uma coisa não muda: Cada pessoa, ou grupo de pessoas, a interpreta de uma maneira diferente, às vezes, com propósitos equivocados. Em pleno século 21, pastores fundamentalistas tentam proibir o ensino da Teoria da Evolução nas escolas dos EUA, sendo que a própria Igreja aceita as teorias de Darwin desde a década de 1950. Líderes como o pastor Jerry Falwell defendem o retorno da escravidão e o apedrejamento de adúlteros, e no Oriente Médio rabinos extremistas usam trechos da Torá para justificar a ocupação de terras árabes. 

Por quê? Porque está na Bíblia, dizem os radicais. Não é nada disso. Hoje, os principais estudiosos afirmam que a Bíblia não deve ser lida como um manual de regras literais, e sim como o relato da jornada, tortuosa e cheia de percalços, do ser humano em busca de Deus. Porque esse é, afinal, o verdadeiro sentido dessa árvore de histórias regada há 3 mil anos por centenas de mãos, cabeças e corações humanos: A crença num sentido transcendente da existência.

Para saber mais
Fonte: Super Interessante. A Bíblia: Uma Biografia | Karen Armstrong, Jorge Zahar Editora, 2007. | Who Wrote the Bible? | Richard Elliott Friedman, HarperOne, 1997.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

QUANTAS PESSOAS JEOVÁ MATOU?


Introdução: Recentemente um estudioso americano chamado Steve Wells, postou em seu blog a quantidade de pessoas que foram mortas por "Deus' ou em "nome de Deus". Ele fez a contagem dos números bíblicos, mas que segundo ele esse número é bem maior. Segundo Wells Jeová matou mais de 24 milhões de pessoas contra 2,5 do registro bíblico.

Primeiramente vamos relembrar uma declaração interessante do deus Jeová: Vede agora que eu, eu o sou, e mais nenhum deus há além de mim; eu mato, e eu faço viver; eu firo, e eu saro, e ninguém há que escape da minha mão; Dt 32:39.

O total de mortes estimadas por Wells dá 24.712.019. Na contagem feita pela bíblia o número é de 2.552.451 mortes e assassinatos cometidos pelo deus Jeová. De acordo com Welles, a bíblia registra apenas 10 mortes sob a responsabilidade de Satanás. Mas a realidade é outra, pois não temos registro na bíblia de mortes sob a responsabilidade do Diabo, nenhum diabo matou mais que Jeová.

Lembrando que esses números foram tirados da bíblias, números que os autores deixaram registrados para a nossa pesquisa. Isso significa que a maioria das mortes foram atribuídas às divindades que no caso é YhWh.


Segue uma lista de quantas pessoas Jeová matou sozinho:



ACONTECIMENTO
REFERÊNCIA
NÚMERO BÍBLICO
ESTIMATIVA E TOTAL
1
 DILÚVIO
-
20 MILHÕES
2
 SODOMA E GOMORRA
-
2.000
3
 MULHER DE LÓ
1
1
4
JEOVÁ NÃO GOSTOU DE ER E O MATOU
1
1
5
JEOVÁ MATOU ONÃ PORQUE SE MASTURBOU
1
1
6
JEOVÁ DERRAMOU FOME
-
70.000
7
JEOVÁ DERRAMOU PRAGAS NO EGITO
-
300.000
8
JEOVÁ MATA MILHARES DE CRIANÇAS
-
500.000
9
JEOVÁ AFOGA O EXÉRCITO DE FARAÓ
600
5.000
10
JEOVÁ SE IRRITOU POR CAUSA DO BEZERRO DE ARÃO
-
1.000
11
JEOVÁ MATA OS FILHOS DE ARÃO QUEIMADOS
2
2
12
JEOVÁ CUSPIU FOGO NOVAMENTE
-
100
13
JEOVÁ IRADO DERRAMOU PRAGAS AOS QUE  RECLAMAVAM DA COMIDA
-
10.000
14
JEOVÁ MATOU PESSOAS POR CAUSA DE REPUTAÇÃO
10
110
15
DESAFETOS SÃO ENTERRADOS VIVOS
3
15
16
JEOVÁ QUEIMA PESSOAS QUE OFERECIAM INCENSO
250
250
17
JEOVÁ MATOU, POIS NÃO SUPORTA OUVIR RECLAMAÇÕES
14.700
14.700
18
JEOVÁ MANDOU SERPENTES PARA MATAR OS RECLAMÕES
-
100
19
JEOVÁ MATOU UM EXERCITO INTEIRO DE ISRAELITAS 
-
500.000
20
JEOVÁ MATOU SOZINHO PESSOAS GIGANTES 
-
5.000
21
JEOVÁ MATOU CENTENAS DO REI OGUE
-
60.000
22
JEOVÁ PROMOVE UMA CARNIFICINA PESSOAMENTE
120.000
120.000
23
JEOVÁ MATA OS FILHOS DE ELI E SOLDADOS ISRAELITAS 
34.002
34.002
24
JEOVÁ MATA PELA HEMORROIDA
-
3.000
25
JEOVÁ MATOU PORQUE OLHARAM PARA DENTRO DA PORCARIA DA ARCA 
50.070
50.070
26
JEOVÁ DERRAMOU TROVOADAS E RAIOS CONTRA OS FILISTEUS 
-
1.000
27
JEOVÁ FORÇOU OS FILISTEUS A SE MATAREM 
-
1.000
28
JEOVÁ MATOU NABAL 
1
1
29
JEOVÁ MATOU SAUL, SEUS FILHOS E HOMENS PORQUE NÃO QUISEREM LIQUIDAR OS AMALAQUITAS
4
100
30
JEOVÁ MATOU UZÁ POR SER ZELOSO COM A ARCA 
1
1
31
DEUS MATA LENTAMENTE O FILHO DE DAVI 
1
1
32
SETE FILHOS DE SAUL SÃO PENDURADOS DIANTE DE JEOVÁ, E A PRAGA DA FOME MATA MAIS
7
3.000
33
JEOVÁ  MANDA UMA PESTE PARA ISRAEL 
70.000
200.000
34
JEOVÁ MATOU O FILHO DE JEROBOÃO 
1
1
35
JEOVÁ MATOU ACABE NO LUGAR DE UM REI CAPTURADO
1
1
36
JEOVÁ QUEIMOU 102 HOMENS ATÉ A MORTE PARA FORÇAR ELIAS A DESCER DA COLINA
2 REIS 1:10-11-12
102
102
37
JEOVÁ MATOU ACAZIAS POR TER FEITO PEDIDO AO DEUS ERRADO 
2 REIS 1:16-17
1
1
38
JEOVÁ MANDA MAIS UMA PRAGA DE 7 ANOS DE FOME 
-
7.000
39
JEOVÁ MATOU SOLDADOS QUE ESTAVAM DORMINDO 
185.000
185.000
40
JEOVÁ INCITA UNS CONTRA OUTROS NA MULTIDÃO  
-
30.000
41
JEOVÁ MATA OS FILHOS JEORÃO
-
3
42
JEOVÁ INCITA O EXÉRCITO DE JUDÁ COM IRAS
1
10.000
43
JEOVÁ MATA AMAZIAS 
1
1.000
44
JEOVÁ MANDA UM VENTO PARA DESABAR A CASA DE JÓ, MAS NO VERSO 16 DIZ QUE JEOVÁ CUSPIU FOGO
JÓ 1:18-19
10
60


Segue logo abaixo mortes que Jeová  teria incitado, estimulado e ordenado. Falando claramente, pessoas matando em NOME DE DEUS.



ACONTECIMENTO
REFERÊNCIA BÍBLICA
Nº BÍBLICO
ESTIMATIVA E TOTAL





1
GUERRA DE ABRAÃO
-
1.000
2
HISTÓRIA DE DINÁ
2
1.000
3
MORTE DE AMALEQUE E SEU POVO
-
1.000
4
MATANÇA DE IRMÃOS, AMIGOS E VIZINHOS
3.000
3.000
5
BLASFEMADOR É APEDREJADO ATÉ A MORTE
1
1
6
HOMEM FOI MORTO PORQUE COLHIA LENHA NO SÁBADO
1
1
7
MASSACRE DE CANANEUS
-
3.000
8
ASSASSINATOS PARA ACABAR COM MORTES DE PRAGAS E DESVIAR A IRA DE JEOVÁ
24.002
24.002
9
MASSACRE DE MIDIANITAS
6
200.000
10
DEUS INDUZ O REI SION A UMA MATANÇA BÁSICA
1
3.000
11
MASSACRE DE JERICÓ
-
1.000
12
ACÃ E FAMÍLIA SÃO APEDREJADOS E QUEIMADOS
1
5
13
MASSACRE DO POVO DE AI
12.000
12.000
14
JEOVÁ DETÉM O SOL PARA QUE JOSUÉ MATASSE DURANTE O DIA
-
5.000
15
ASSASSINATO DE 5 REIS E DE SEU POVO
5
10.000
16
A MANDO DE DEUS, JOSUÉ MATA TUDO QUE RESPIRA
7
7.000
17
MASSACRE DE PESSOAS DE 20 CIDADES
2
20.000
18
MATANÇA SEM PIEDADE DE MAIS GIGANTES
-
5.000
19
JEOVÁ ENTREGA CANANEUS E PERIZEUS PARA MATANÇA
10.000
10.000
20
MASSACRE DE JERUSALÉM
-
1.000
21
MAIS CINCO MASSACRES
-
5.000
22
EPISÓDIO ENVOLVENDO CUSÃ-RISATAIM
1
1.000
23
EÚDE MATA O REI EGLOM, UM 'HOMEM MUITO GORDO'
1
1
24
MASSACRE DE MOABITAS
10.000
10.000
25
SANGRAMENTO DE  FILISTEUS
600
600
26
MASSACRE DE CANANEUS
-
1.000
27
JAEL ESMAGA CRÂNIO DE UM HOMEM ADORMECIDO
1
1
28
UM MAU ESPÍRITO DE JEOVÁ CAUSA MASSACRE
1.001
2.000
29
SANSÃO MATA 1.000 HOMENS
1.000
1.000
30
SANSÃO MATA MAIS 3.000
3.000
3.000
31
GUERRA CIVIL SANTA
65.100
65.100
32
DOIS GENOCÍDIOS
-
4.000
33
MASSACRE DE AMONITAS
-
1.000
34
JÔNATAS EM AÇÃO
20
20
35
GENOCÍDIO AMALEQUITA
-
10.000
36
SAMUEL DESPEDAÇOU A AGAGUE PERANTE O SENHOR
1
1
37
DAVI OU EL-HANÃ MATA GOLIAS
1
1
38
DAVI MATA 200 FILISTEUS
200
200
39
"O SENHOR DISSE A DAVI: VAI, E FERIRÁS AOS FILISTEUS"
-
10.000
40
DAVI COMETE GENOCÍDIOS
-
60.000
41
PROSSEGUE A MATANÇA DE DAVI
-
1.000
42
DAVI MATA O MENSAGEIRO
1
1
43
DAVI MATA RECABE E BAANÁ, E CORTA-LHES AS MÃOS E OS PÉS
2
2
44
DAVI MATA FILISTEUS COM A AJUDA DE DEUS
-
2.000
45
DAVI MATOU MOABITAS QUE ERAM PRISIONEIROS DE GUERRA
-
667
46
SENHOR DÁ VITÓRIA A DAVI ONDE QUER QUE VÁ
65.850
66.850
47
DAVI MATA TODOS OS VARÕES DE EDOM
15.000
65.000
48
DAVI MATA FILHOS E FAMILIARES DE AMOM
-
1.000
49
MATANÇA PROMOVIDA POR SOLDADOS DE DAVI
1.403
3.400
50
DEUS REALIZA DESEJO DE DAVI, E JOABE E SIMEI SÃO MORTOS
2
2
51
JEOVÁ MANDA UM LEÃO MATAR UM PROFETA
1
1
52
ORDEM DO SENHOR: ASSASSINATO DA FAMÍLIA DE JEROBOÃO
-
10
53
ASSASSINATOS DE TODOS DA CASA DE BAASA, INCLUINDO PARENTES E AMIGOS
-
20
54
MORTE DE ZINRI
1
1
55
SECA DE ELIAS
-
3.000
56
ELIAS MATA 450 RELIGIOSOS EM UM CONCURSO DE ORAÇÃO
450
450
57
MATANÇA DE SÍRIOS
1 REIS 20:20-21
-
10.000
58
100 MIL SÍRIOS SÃO MORTOS PORQUE ALGUÉM DELES FALOU QUE DEUS É DOS MONTES, E NÃO DO VALE
1 REIS 20:28-29
100.000
10.000
59
DEUS MATA MAIS SÍRIOS
27.000
27.000
60
DEUS MANDA UM LEÃO ATACAR UM DESOBEDIENTE
1 REIS 20:35-36
1
1
61
DEUS MANDOU DUAS URSAS MATAR 42 CRIANÇAS QUE ESTAVAM SE DIVERTINDO COM A CARECA DE UM PROFETA
42
42
62
DEUS ENTREGOU OS MOABITAS PARA A MORTE
-
5.000
63
CÉTICO É PISOTEADO ATÉ A MORTE
1
1
64
JORÃO É MORTO COM UMA FLEXA
1
1
65
JEOVÁ MANDA MATAR JEZEBEL
1
1
66
OS 70 FILHOS DE ACABE SÃO ASSASSINADOS
70
70
67
ASSASSINATOS DE INTEGRANTES DA FAMÍLIA DE ACABE, INCLUINDO SEUS AMIGOS E SACERDOTES
20
20
68
JEÚ MATA A FAMÍLIA DE ACAZIAS
42
42
69
JEÚ MATA O QUE SOBROU DA FAMÍLIA ACABE
-
20
70
JEÚ REÚNE OS SEGUIDORES DE BAAL E OS MATA
-
1.000
71
MATÃ, SACERDOTE DE BAAL, E ATALIA SÃO ASSASSINADOS
2
2
72
DEUS ENVIA LEÕES PARA COMER AQUELES QUE O NÃO TEMEM
2 REIS 17:25-26
-
10
73
DEUS FEZ COM QUE SENAQUERIBE FOSSE MORTO POR SEUS FILHOS
1
1
74
JOSIAS MATOU TODOS OS SACERDOTES DOS ALTOS
-
100
75
CLAMARAM MAS JEOVÁ SE FEZ DE SURDO
-
50.000
76
CARNIFICINA PROMOVIDA POR JEOVÁ
2 CRÔNICAS 13:17-18
500.000
500.000
77
MORTE DE JEROBOÃO
1
1
78
DEUS ATENDEU A PEDIDO E MATOU ETÍOPES
1.000.000
1.000.000
79
JEORÃO SE DÁ MAL COM DEUS
1
1
80
MORTE DE ACAZIAS (DE JUDÁ)
1
1
81




82
DEUS ENTREGA O REI ACAZ A SEUS INIMIGOS
-
10.000
83
PECA MATA NA FORÇA DE JEOVÁ NUM SÓ DIA
120.000
120.000
84
QUEDA DE JERUSALÉM
2 CRÔNICAS 36:16-17
-
10.000
85
MORTE POR ENFORCAMENTO
75.813
75.813
86
JEOVÁ MATA HANANIAS
1
1
87
JEOVÁ MATA A  MULHER DE EZEQUIEL
1
1
88
JEOVÁ MATA ANANIAS E SAFIRA
ATOS 5:10
2
2
89
JEOVÁ MATA HERODES COMIDO DE BICHO
1
1
90
JESUS SE ENTREGA AO DEUS JEOVÁ PARA SER MORTO E COMPRAR AS ALMAS DOS HOMENS. JEOVÁ E SATANÁS INCITARAM OS JUDEUS QUE ENTREGOU JESUS A HERODES QUE LAVOU AS MÃOS, MAS QUEM EXECUTOU A CRUCIFICAÇÃO FORAM OS SOLDADOS. A MORTE DE CRISTO FOI O PREÇO PAGO AO DEUS JEOVÁ PARA QUE CRISTO COMPRASSE OS FILHOS QUE JEOVÁ GEROU E JOGOU NO LIXO.
JOÃO 19
1
1


São milhares de homens, jovens, mulheres, mulheres grávidas, crianças, e bebês assassinados em nome de deus, e de uma religião. Agora vamos analisar as possíveis causas, porque o deus Jeová se irava e matava tanta gente, segundo os autores da bíblia. Citaremos apenas 10 itens: 

1. Onan, porque se masturbou, isto é, ejaculou fora; Gn 38:10.
2. A esposa de Ló, porque foi curiosa; Gn 19:26.
3. Um homem morreu porque trabalhou no dia de sábado; Nm 15:32-36.
4. Muita gente morreu porque reclamou; Nm 16:41-49.
5. Cinco reis enforcados a pedido de Jeová; Jz 10:22-25.
6. Corá, Datan e Abirão e famílias engolidos vivos pelo solo, por não aceitar as normas de Moisés; Nm 16:27-32.
7. Jeová faz os Midianitas se matarem; Jz 7:2-22 / 8:10.
8. 50 mil são mortos por olhar dentro da porcaria da arca; I Sam 6:19.
9. Matou Uza por tocar no latão de lixo da arca; II Sal 6:6-7. 
10. Matou 42 crianças por uma brincadeira de calvície; II Rs 2:23-24.

Pelo menos nos quatros evangelhos, o Jesus pintado pela igreja era mais bonzinho. Difícil é engolir que Jesus bonzinho seria filho de um deus tão carrasco e matador como Jeová. Nesse caso filho de peixe, não é peixinho.  

Resumo 
As mortes, as guerras, as maldades que aconteciam no passado eram atribuídas a um deus imaginário da mentes das pessoas. É claro que tem muita mentira, e fabulas na bíblia. Mas as guerras em nome de deus era uma realidade nos povos da antiguidade.