sábado, 17 de outubro de 2015

JESUS FALSO DEUS


Introdução: Este estudo não tem como objetivo ofender a fé de ninguém, nem desmerecer a religião alheia. São informações valiosíssimas para desmistificar de uma vez o Jesus mítico, que como Jeová também é um falso deus, inventado pelos homens. Tenha em mente o seguinte: O Jesus histórico existiu de fato, mas existem poucos ou quase nada de registro sobre ele. Podemos dizer que o Jesus histórico foi um ativista de sua época, por se rebelar contra a tirania do governo vigente, e com seu dom atraiu centenas de seguidores. O Jesus da igreja entronizado, e vendido como a encarnação de Deus, é uma invenção, uma mentira milenar.

Vamos começar expondo algumas contradições; Jesus disse: Eu sou o que testifico de mim mesmo, e de mim testifica também o Pai que me enviou. Jesus também disse: Se eu testifico de mim mesmo, o meu testemunho não é verdadeiro; Jo 8:18 | 5:31. Sabe o que é isso? Uma piada! Por se tratar de uma "revelação" e "inspiração divina", essa contradição esta mais pra uma obra humana mesmo.

Mateus a mesma coisa: E chegou, e habitou numa cidade chamada Nazaré, para que se cumprisse o que fora dito pelos profetas: Ele será chamado Nazareno; Mt 2:23. Pergunta: De qual profeta Mateus esta se referindo? Nenhum profeta falou isso. Não existe nenhuma passagem.

Em Atos pegamos mais uma mentira: Tenho-vos mostrado em tudo que, trabalhando assim, é necessário auxiliar os enfermos, e recordar as palavras do Senhor Jesus, que disse: Mais bem-aventurada coisa é dar do que receber; At 20:35. Em nenhum dos relados dos evangelhos Jesus proferiu tal coisa. JESUS NUNCA DISSE ISSO!

As profecias judaicas a respeito do messias dizem que o mesmo reinaria em Israel. Mas João tinha outra opinião, e disse que o reino de Jesus não era deste mundo; Mq 5:2 | Jo 18:36. As informações não batem. Pra Lucas o sermão da montanha não foi na montanha, mas em lugar plano; Lc 6:17. E agora?

Mateus, Marcos, Lucas e João cada um conta a ressurreição de um jeito. A quem as mulheres viram no sepulcro? Um anjo (Mt 28:2-5)? Um jovem (Mc 16:5)? Dois homens (Lc 24:4)? ou Dois anjos (João 20:12)? Vamos fazer o seguinte, cada um escolhe o que quiser. Concordância zero entre os evangelistas.

Jesus gostava de beber bebida alcoólica, hoje em algumas igrejas mais tradicionais seria expulso; Jo 2 | Lc 5:30. Ao invés de transformar água em vinho, poderia ter transformado água em Tequila, ou algum destilado. Esse milagre é uma invenção, tudo mentira.

Lucas disse que a Lei durou até João, mas Mateus discorda, e disse que a lei continua. Quem esta mentido? Lc 16:16 | Mt 5:17. Jesus veio cumprir a lei, mas para Paulo o fim da lei é Cristo; Rm 10:4. Como fica?

Jesus diz em Mt 11:12-14, que João Batista era Elias encarnado, o profeta que viria antes do dia do Senhor, e é desmentido pelo próprio João que afirma não ser Elias; Jo 1:21. Essas são apenas algumas das centenas de contradições de um livro considerado "inspirado por deus". Vamos refletir agora...

Jesus foi o único que ensinou o amor? 
Não. Na verdade a mensagem do amor ao próximo foi ensinada igualmente por muitos outros sábios, profetas, filósofos, por exemplo: Sócrates, Irmã Dulci, Buda, Krishna, Chico Xavier, Martin Luther King, e tantos outros. Não é preciso ser cristão, ou ter alguma religião para praticar o amor, simples assim.

Somos o sal da terra e a luz do mundo?
As passagens que supostamente confirmam essas afirmações não são de autoria de Jesus, mas do evangelista Mateus; Mt 5:13 | 5:14. O Jesus histórico defendia os pobres, era contra o governo tirano de Roma, Jesus foi um ativista de seu tempo. Sempre rejeitou discriminações. Afirmar que os cristãos são o "sal da terra" e a "luz do mundo" exclui automaticamente os seguidores de outras religiões, os quais não seriam "o sal da terra" e nem a "luz do mundo". Essas afirmações exclusivistas, segundo o qual o cristianismo é a única religião verdadeira, sendo uma religião “exclusiva” e “única”, demonizam assim pessoas de outros credos.

Jesus afirmou ser único caminho? 
Essas afirmações super-exclusivistas também não são de autoria de Jesus, e sim de João; Jo 14:6. Jesus foi um personagem pluralista. Houve muita discriminação por parte dos cristãos, ao longo de toda a história, contra as outras religiões, exatamente com base em interpretações literalistas dos escritores do Novo Testamento.

Jesus pregou sobre o inferno eterno? 
De jeito nenhum. As passagens apocalípticas que atribuem a Jesus a esse tipo de pregação divergem de outros ensinos; Mc 9:43-49 | Mt 25:41. Vamos pensar: Jesus vem ao mundo pregar o amor, e a salvação. Mas somente alcançarão a "vida eterna" quem praticar a fé cristã? De um Jesus cheio de amor, para um Jesus mau que lança pessoas no inferno somente porque elas não creem, e nem foram cristãs? Tem cabimento isso? Inferno não existe. O Diabo e o inferno são velhos mitos e, portanto, não podem ser interpretadas literalmente, como verdades históricas e absolutas. As narrativas da suposta tentação de Jesus pelo diabo, expulsando demônios, descida aos infernos após sua morte, são lendas inventadas pela Igreja, ou copiadas da literatura de outras religiões e culturas bem mais antigas do que o cristianismo. 

Jesus proferiu maldições e condenações? 
Os evangelistas sim. No Evangelho de Lucas, há quatro maldições supostamente proferidas por Jesus; Lc 6:24-26. Mas esta em oposição as quatro bem aventuranças que consta no mesmo evangelho. No evangelho de Mateus, há também sete maldições contra os escribas e os fariseus; Mt 23:30-32. Já João tem uma visão diferente, e diz que Jesus não veio condenar e nem amaldiçoar ninguém; Jo 12:47.

Jesus pregou contra falsos profetas? 
Essa era uma grande preocupação constante dos autores do Novo Testamento em defender a unicidade do cristianismo tradicional (a “sã doutrina”), contra os ataques de seus adversários, os chamados “falsos profetas”; Mt 7:15 | 24:11. Esses são na verdade pessoas de outros credos discriminadas, discriminação tal que não condiz com a mensagem do amor a todos sem distinção. 

Quais são as palavras exatas que Jesus falou nos evangelhos? 
É impossível sabermos, com absoluta certeza, Jesus falou, mas não escreveu nada. Alias, ele nunca imaginou quantas fabulas iriam inventar em seu nome, e quão lucrativo seria o nome de Jesus. 

Então o que se atribui a Jesus nos evangelhos não passa de mito? 
A resposta é sim. Os Evangelhos são muito mais narrativas míticas sobre o “Cristo da fé” do que fatos reais sobre o Jesus histórico. Tudo o que é literalmente atribuído a Jesus no Novo Testamento como: Sua divindade, nascimento virginal, redentor da humanidade, ressurreição corporal, milagres sobrenaturais, fundação de uma igreja exclusivista, ameaça do inferno, autor da criação, salvação pela fé e obras e etc. Tudo isso faz parte de estratégias utilizadas para dar credibilidade exclusiva ao cristianismo dogmático dos cristãos (fundado por Paulo, e não por Jesus).

Jesus nasceu de um parto virginal? 
Historicamente, não. A crença literal no nascimento miraculoso de Jesus, não é um fato histórico, de acordo com as pesquisas atuais de estudiosos críticos do cristianismo. Historicamente, Jesus nasceu do mesmo modo natural como qualquer um, veio do sexo. Como afirmam historiadores das religiões, o mito de partos virginais e miraculosos é antiquíssimo, encontrando-se em muitas religiões anteriores ao cristianismo e que, nascer de uma mãe virgem significava, na antiguidade, que a criança seria um personagem importante. 

Jesus é apenas um mito?
O Jesus histórico, não; mas o Cristo da fé, sim. Ele não fez milagres que anulam as leis da natureza, não morreu na cruz para nos salvar, não ressuscitou nem subiu ao céu fisicamente, nem retornará fisicamente para julgar a humanidade. Ele foi morto pelos romanos, e não pelos judeus. Ele nunca declarou ser Deus, nem filho de Deus. A pessoa histórica de Jesus realmente existiu, mesmo que alguns céticos acreditem que todas as histórias sobre Jesus sejam puros mitos. Segundo especialistas Jesus começou sua vida pública como um discípulo de João Batista, que ele se afastou de João Batista em algum momento e retornou à Galileia onde iniciou sua tarefa (ou missão) como um sábio itinerante. Jesus não ficou famoso do nada, ele falou sobre o reino de Deus (justiça na terra) em parábolas e frases curtas, e atraiu muitos seguidores. Foi condenado à morte pelos romanos (e não pelos judeus), por volta do ano 30 d.C., por ser contra o sistema de governo presente em sua época.

Paulo de Tarso, que se tornou um discípulo, depois da morte de Jesus, proclamou que o Jesus ressuscitado apareceu-lhe numa visão. Além desses escassos fatos históricos, existe pouquíssima informação detalhada sobre a vida de Jesus. Os evangelistas narraram de forma sequencial, os fatos referentes à história de Jesus e o que a sua vida significou para eles. Não podemos deixar de considerar as interpolações, ou seja, adições posteriores. Os autores usaram suas próprias convicções como guias para elaborar uma história que explicasse a morte de um herói que protegia os pobres.

A gosto do cliente...
  1. O Jesus de João e de Paulo, é diferente do Jesus de Mateus e de Tiago, que salva pelas obras, enquanto o Jesus de Paulo salva somente pela fé em Cristo. 
  2. O Jesus dos católicos, por exemplo, é bem diferente do Jesus dos protestantes. 
  3. O Jesus dos protestantes liberais, dos teólogos pluralistas, é diferente do Jesus dos fundamentalistas cristãos, e do Jesus da teologia inclusiva (que aceita a homossexualidade). 
  4. O Jesus dos mórmons e dos espíritas Jesus foi o maior profeta que já veio a este mundo, mas não é uma divindade. Para as Testemunhas de Jeová Jesus na verdade é o Arcanjo Miguel, um filho de Jeová.
  5. O Jesus dos rosa-cruzes é Filho de Deus, mas não o único Filho de Deus. 
  6. O Jesus dos hinduístas é uma encarnação divina ao lado de muitas outras.
  7.  O Jesus dos muçulmanos é um grande profeta, mas é inferior a Maomé e não foi crucificado nem morto numa cruz.
  8. Segundo alguns estudiosos, Jesus se casou e teve filhos, mas o Jesus dos cristãos nunca jamais fez sexo. 


Jesus um Plágio, Repaginado
Façamos uma breve comparação com mitologias antigas, com o “Jesus da fé” (não o histórico) vendido pela igreja. As semelhanças são inquestionáveis. 

Horus (Egípcio) 3000 a.C.
Nasceu dia 25 de dezembro;
Nasceu de uma “virgem”, a deusa Ísis-Meri com Osíris;
Nascimento acompanhado por uma estrela a Leste;
Estrela seguida por 3 reis;
Aos 12 anos, era uma criança prodígio;
Batizado aos 30 anos;
Começou seu ministério aos 30;
Tinha 12 discípulos e viajou com eles;
Operou milagres e andou sobre as águas;
Era “chamado” de Filho de Deus, Luz do Mundo, A Verdade, etc;
Foi traído, crucificado e ressuscitou 3 dias depois.

Mitra (Roma, Persa) 1200 a.C
Nasceu dia 25 de dezembro;
Nasceu de uma virgem;
Teve 12 discípulos;
Praticou milagres;
Morreu crucificado;
Ressuscitou no 3º dia;
Era chamado de “A Verdade”, “A Luz”
Veio lavar os pecados da humanidade;
Foi batizado.

Attis (Frígia – Roma) 1200 a.C.
Nasceu dia 25 de dezembro;
Nasceu de uma virgem;
Foi crucificado, morreu;
Ressuscitou no 3º dia;
Krishna (Hindu – Índia) 900 a.C
Nasceu dia 25 de dezembro;
Nasceu de uma virgem;
Uma estrela avisou a sua chegada;
Fez milagres;
Morreu e ressuscitou.
Dionísio (Grego) 500 a.C
Nasceu de uma virgem;
Foi peregrino;
Transformou água em vinho;
Chamado de Rei dos reis, Alpha e ômega;
Após a morte, ressuscitou;
Era chamado de Filho pródigo de Deus.

Esses são alguns exemplos, existem outros. Quando o cristianismo surgiu, tais deuses ainda eram adorados. O que fizeram na ocasião no caso de Jesus, foi apenas dar uma repaginada, aproveitaram sua fama, pois Jesus atraiu multidões com suas pregações. O grande erro foi que o interligaram com o deus da montanha, o deus dos judeus. Temos dois problemas: Não temos registros do Jesus histórico, mas sua existência realmente é verdadeira pelas inúmeras citações. E temos o Jesus mítico vendido nos evangelhos, mau costurado no velho testamento, mas provas que é bom e documentos sobre um Jesus divino, só a bíblia.

Conclusão
Quem já leu os evangelhos na esperança de encontrar algo sobre o Jesus histórico se deparou com o simbolismo e mitologia. A história que o envolve desde o nascimento até a morte é a mesma do surgimento de inúmeros deuses solares ou redentores. Os compiladores dos Evangelhos tiveram cuidado para não permitir que Jesus praticasse senão o que estava estabelecido pelas profecias do judaísmo no velho testamento. Acontece que ficaram vários buracos, os compiladores deixaram varias brechas.

O cristianismo e os evangelhos são uma reinvenção do judaísmo, ante a destruição do templo de Jerusalém. É uma transformação do judaísmo, de modo a existir dentro de Roma, de onde, posteriormente alcançou o mundo. Como o deus Jeová era um deus intolerante e amava a guerra, construíram um “Jeová-Jesus” bonzinho a moroso. A ambição de Constantino é que deu lugar ao alastramento do cristianismo, ou melhor, do judaísmo sob novas roupagens e novo enredo = CRISTIANISMO-JUDAICO-CRISTÃO. É evidente que esse casamento não deu certo.

Não fosse por isso, a falta de cumprimento de promessas de Abraão, de Moisés e do próprio Jesus Cristo já teria feito com que o judaísmo e o cristianismo fossem varridos da memória do homem. Há muito o homem já estaria convencido da falsidade que é a base da religião. Se o progresso científico e a tecnologia avançada não conseguiram nos libertar dos mitos, estará patente mais uma vez o estado pueril (infantil) em que ainda se encontra o desenvolvimento mental do homem. O homem não será totalmente livre enquanto permanecer preso às convenções religiosas, as quais possuem como único fundamento o mito e a lenda. Tudo aquilo em que se fundamenta o cristianismo é apenas uma compilação de velhas lendas dos deuses adorados por diversos povos.

domingo, 11 de outubro de 2015

A FARSA DO PAULINISMO

Vamos esmiuçar a vida de um homem que definiu o rumo do cristianismo: Saulo que mudou de nome para São Paulo. Analisemos de início dois versos que ele mesmo se declara farsante e mentiroso.

O que importa é que Cristo seja anunciado de qualquer jeito, ou com fingimento (mentira) ou em verdade; Fl 1:18.


Mas, se pela "minha mentira" abundou mais a verdade de Deus para glória sua, por que sou eu ainda julgado também como pecador? Rm 3:7.


Os teólogos criam intermináveis debates acerca do que Paulo acreditava, mas quem quiser vasculhar afundo vai descobrir lacunas na vida do apóstolo que só poderão ser preenchidas por opiniões e interpretações pessoais. Paulo escreveu um evangelho à sua maneira, dando muitas vezes o seu parecer. Ensinos diferentes do que Jesus pregava. Vamos a um exemplo?

Paulo disse: Ora, quanto às virgens, não tenho mandamento do Senhor; dou, porém, A MINHA OPINIÃO... I Cor 7:25. Esse é apenas 1 exemplo.

Supostamente Paulo escreveu 13 cartas que foram acopladas no novo testamento consideradas 'inspiradas', por isso entrou no Canon oficial da igreja, que considerou as opiniões pessoais de Paulo inspirações divinas. As cartas são:

  1. Romanos
  2. Primeira Coríntios
  3. Segunda Coríntios
  4. Gálatas
  5. Efésios
  6. Filipenses
  7. Colossenses
  8. Primeira Tessalonicenses
  9. Segunda Tessalonicenses
  10. Primeira Timóteo
  11. Segunda Timóteo
  12. Tito
  13. Filemon
A Carta aos Hebreus, já foi atribuída a Paulo, mas hoje todos concordam que a obra não é dele. A influência de Paulo é indiscutível. Mas, para uma corrente de historiadores e teólogos, ele deturpou os ensinamentos de Jesus Cristo, a ponto de a mensagem cristã que sobreviveu ao longo dos séculos ter origem não em Cristo, mas em Paulo. O que existe hoje é um "paulinismo", não um cristianismo.

Não foi um dos 12 apóstolos, não esteve entre os evangelistas, não conheceu Jesus. Paulo de Tarso é tido como um dos maiores intérpretes do cristianismo, suas epístolas foram um grande instrumento difusor da doutrina cristã entre os povos não-judaicos. Mas a pregação de Paulo não é a mesma de Jesus. Há vários indícios de que Paulo divulgou, em nome do Cristo, uma doutrina falsificada, isto é, um cristianismo alinhado com suas convicções pessoais.


Nasceu em Tarso na Ásia Menor, e trabalhava para aos romanos como uma espécie de agente federal. Ele fazia investigações para descobrir os locais de reunião dos seguidores de Jesus, para captura-los e mata-los. Anos depois da crucificação de Cristo, numa de suas incursões ele teria tido uma "visão de Jesus" e se convertido ao cristianismo. Foi aceito pela comunidade cristã, onde estudou por vários anos. Paulo começou, então, a divulgar a doutrina, mas com diversas mudanças. Os cristãos se opuseram a essas alterações, o que culminou com a sua expulsão.

Muito do conteúdo das epístolas está claramente em oposição à doutrina de Jesus. Isso ficou evidente após o descobrimento de escrituras autênticas e completas dos ensinamentos de Cristo: O Evangelho dos Doze Santos, encontrado em 1850 no Tibete; o Evangelho Essênio da Paz, achado na Biblioteca do Vaticano em 1925; e os Manuscritos do Mar Morto, encontrados em 1945 numa caverna do Oriente Médio, com os ensinamentos dos essênios que viveram nos séculos I e II. Comparemos algumas das palavras de Jesus, com as palavras de Paulo, segundo suas próprias epístolas:


Escravidão
Jesus: “Protegereis o fraco (...) Deus mandou-me ajudar os quebrantados, para proclamar liberdade aos cativos”. Paulo: “Escravos, sejam obedientes a seus mestres, com temor e estremecimento, assim como a Jesus”. (Efésios 6) “(...) Se seu proprietário é um cristão (...) devem trabalhar mais duro porque um irmão na fé está lucrando com a labuta”.

Vegetarianismo
Jesus: “Não comereis a carne nem bebereis o sangue de nenhuma criatura abatida (...) Porque das frutas das árvores e das sementes das ervas Eu partilho somente”. Paulo: “Aqueles cuja fé é fraca comem somente vegetais”. (Romanos 14)

Remissão dos pecados
Jesus: “Nenhuma oferenda de sangue, de besta, de pássaro ou de homem pode tirar o pecado. Como pode a consciência ser purgada de pecado pelo derramamento de sangue inocente?” Paulo: “Com efeito, quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão (...) O sangue de Cristo, que, pelo Espírito eterno, a si mesmo se ofereceu sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência.” (Hb 9)

Celibato
Jesus: “O casamento deve ser entre um homem e uma mulher, que por perfeito amor e simpatia são unidos; e enquanto o amor e a vida duram, como deve ser em perfeita liberdade. (Quando tinha 18 anos, Jesus foi casado com Míriam, uma virgem da tribo de Judá, com quem viveu 7 anos). Paulo: “Quero que todos os homens sejam como eu sou”; (Celibatário) (I Cor 7:7)

Discriminação da mulher na Igreja
Jesus: “Em Deus o masculino não é sem o feminino, nem o feminino sem o masculino (...) Deus criou a espécie humana na divina imagem macho e fêmea (...) Assim devem os nomes do Pai e da Mãe ser igualmente reverenciados (...) Deixai-os escolher, dentre eles mesmos, homens e mulheres (...) que exercerão o sagrado ministério”. Paulo: “E não permito que a mulher ensine”. (Tm 2:14) “A cabeça de todo homem é Cristo; a cabeça de toda mulher é seu marido.” (Ef 4). Paulo era a favor de apedrejamento de mulheres. Em Carta aos Romanos, por exemplo, no capítulo 13, defende que as leis romanas sejam cumpridas.

Obediência ao Governo (Roma)

Jesus: “Cuidarei e protegerei o fraco e aqueles que são oprimidos e todas as criaturas que sofrem injustiça.” Paulo: “Cada um se submeta aos políticos, pois não há autoridade que não venha de Deus, e as que existem foram estabelecidas por Ele.

Doutrina da salvação

Jesus: Pois digo a vós, a não ser que vossa justiça sobrepuje a dos escribas e fariseus, não entrareis no Reino do Céu. Paulo: “Se com tua boca confessares Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Paulo diz que os pecados são perdoados se a pessoa acreditar que Jesus morreu na cruz por ela. É a doutrina da salvação em que o herói derrama seu sangue e todos são perdoados por causa dele. Enquanto isso, Jesus diz: ‘Eu sou o caminho, a verdade e a vida’. Para Jesus, a salvação será dada àqueles que seguirem seus ensinamentos e não só crer e confessar o nome de Jesus como Paulo afirma. Os defensores de Paulo discordam, e afirmam que o apóstolo foi mais uma vez mal interpretado. São duas doutrinas diferentes. 

Homossexualismo

Jesus: Não citou o assunto. Paulo: Deus entregou os homossexuais a paixões infames. Dignos de morte os que tais coisas praticam, não somente as fazem, mas também consentem aos que as fazem; Rm 1:18-32.


Paulo Homossexual enrustido?

Paulo antes da conversão, era um homem que se odiava muito. Não há registro do motivo do ódio, mas ele se descreve as vezes como um pecador da pior espécie. Um homem condenado aos olhos de Deus e destinado ao inferno, principalmente porque seus próprios "membros" se recusavam a cooperar. Algo perturbava muito Paulo, o ESPINHO NA CARNE. Muitas sugestões foram apresentadas para explicar esse espinho. Poucas são realmente convincentes. Ma a sugestão mais provável é que Paulo era um homossexual enrustido.

O homossexualismo não era amplamente condenado nesta região na época, mesmo assim podia ter sido uma interpretação pessoal sua das proibições em Levítico que o levou a considerar-se um pecador por ser homossexual. Quando ele passa pela sua conversão, percebe que pela graça de Deus, seu homossexualismo não importa mais, pois Deus ama todos igualmente. Paulo fala em suas cartas de seu desamor e vergonha, suas palavras são profundas e surpreendentemente semelhantes às de outros homossexuais criados num ambiente cristão. 


Somente esta teoria explicaria todos os aspectos estranhos das atitudes de Paulo em relação à sexualidade e a aversão as mulheres, a tendência de castidade, sua misoginia extrema, o fato dele ter permanecido solteiro e ter incentivado outros a fazerem o mesmo, e as discussões freqüentes sobre o fato dos membros do seu corpo não cooperarem com seus objetivos espirituais, e seu desespero por não conseguir efetuar as mudanças que gostaria. Todas essas evidências corroboram a teoria do homossexualismo reprimido de Paulo. As outras teorias não explicam nem a metade de suas idiossincrasias.


Não existe nenhuma evidência factual do homossexualismo de Paulo. A evidência é circunstancial. Essa teoria incomoda os cristãos. Tudo realmente se encaixa analisando imparcialmente. Faz sentido dentro do contexto. Não importa nem um pouco se Paulo era ou não homossexual; simplesmente a teoria que melhor se encaixa com os fatos, e até o presente momento nenhuma se encaixa melhor.


Se esta teoria for verdadeira, todo o alicerce do cristianismo se baseia no desamor ou auto ódio de um homossexual enrustido, incapaz de mudar a si próprio ou achar salvação autônoma, encontrando-a somente pela graça de Deus. Se essa teoria for verdadeira, tentem imaginar como a história do mundo teria sido diferente se Paulo não tivesse nascido gay e tivesse passado pelo auto ódio resultante de sua condição natural de nascimento.

Paulo fala, então, a partir da perspectiva de um cristão padecendo de um desamor crônico. Isso antes de virar um mito. Ele prega as doutrinas que irão praticamente moldar o cristianismo nos séculos vindouros, mas nada fala sobre os milagres que certamente promoveriam a fé ou dos detalhes da vida de Jesus que um evangelista naturalmente usaria para converter. Ele não fez isso porque na verdade essas histórias ainda não existiam. Elas só surgiriam depois, quando os evangelhos foram escritos.


Mais contradições de Paulo

A- Toda Escritura é inspirada por Deus... No entanto escreveu idéias pessoais, sem inspiração divina; I Cor 7:6, 12, 25, 40; | II Cor 8:10 - 11:17 | II Tim 3:16

B- Ninguém é justificado pela Lei de Moises... Mas, afirmou o contrário, que as pessoas são justificadas pela obediência à Lei; Gl 2:16 - 3:11 | Rm 2:13.


C- A circuncisão do pênis é proveitosa para todas as coisas. Mas ainda segundo Paulo, a circuncisão não serve para nada e, mesmo assim, circuncidou a Timóteo para agradar os judeus; Atos 16:3 |Rm 3:1-2| Gl 5:11 | I Cor 7:19 | Gl 6:15. 


D- Segundo Paulo quem procurasse agradar a homens, não agradaria a Cristo. Mas depois disse que estava agradando a todos os homens, para salvá-los; I Cor 10:33 | Gl 1:10.


E- Todas as coisas são puras para os puros. Mas disse que há coisas impuras, que os puros não devem tocar; Tito 1:15 | II Cor 6:17.


F- Paulo tinha prazer na Lei, mas afirma categoricamente que a Lei induz a pessoa a pecar, e é ministério de morte; Rm 7:22 | 7:5-10 | II Cor 3:7.


G- Paulo ensina que só a fé salva. Tiago não concorda e diz, que a fé sem obras não salva e está morta; Ef 2:8 - 9 |Tg 2:14-26.


H- Paulo escreveu que a morte reinou desde Adão até Moises. Depois, porém, escreveu que a morte existirá, até ser destruída como último inimigo da humanidade, no fim dos tempos; Rm 5:14 | I Cor 15:26.


I- O livro de Números diz que morreram 24 mil hebreus pela prostituição. Mas Paulo diz que foram 23 mil; Nm 25:9 | I Cor 10:8.


Paulo não cita o Jesus dos Evangelhos
Nas cartas de Paulo Jesus não é inserido em um contexto histórico. Nelas não temos um Jesus andarilho, parábolas, milagres; etc. Não tem paixão em Jerusalém, túmulo vazio, aparições em carne e osso. Ao invés disso, temos um obscuro personagem celestial, revelado em "visões".

Apenas em Gálatas 1:19, Paulo menciona um Jesus contemporâneo e não histórico, e somente para apontar que Tiago é irmão do Senhor. O uso do termo Senhor é questionável segundo peritos, já que a palavra Senhor não era de uso comum até o segundo século. Portanto as cartas Paulinas, não dão testemunho a um Jesus da primeira metade do primeiro século.


Estranho que Paulo nunca tenha dito algo como "Disse Jesus..." ou então "Jesus curou...; e ele teve oportunidades para assim proceder em suas exortações mesmo que não estivesse interessado em contar a vida de Jesus.


Paulo diz várias vezes algo como "Dizem as Escrituras" (Rm 15:04 |10:11; I Cor 14:21; Gál 03:08; etc) e nenhuma vez menciona Jesus como tivesse falado. Ninguém contou a Paulo sobre os sermões e ensinamentos de Jesus?


Os exemplos apresentados pelos Cristãos não parecem apropriados. O que se esperava eram referências aos milagres, os sermões assistidos pelas multidões; às discussões com os fariseus; à condenação pelas autoridades da época e etc.


Paulo não fala o nome da mãe e do pai de Jesus, da gravidez miraculosa, da época ou do local de nascimento, da estrela guia, não fala dos magos, da apresentação, etc. E o que significa "Tiago, irmão de Jesus"? Paulo usa o termo "irmão" ou "irmãos" dúzias de vezes. Ele realmente se referiu a Tiago como irmão de sangue de Jesus? Na própria epístola de Tiago, este não é apresentado como irmão de Jesus.

Como esses exemplos temos outros problemas semelhantes. Paulo não parece falar do mesmo Jesus apresentado nos evangelhos. O Jesus milagreiro da Palestina não existe em parte alguma fora dos evangelhos.


A ressurreição de Paulo

Paulo não concebia uma ressurreição física; Paulo disse: Carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorrupção; I Cor 15:50. Se corpos terrestres não podem herdar o reino de Deus então o que poderia? Pior do que essa teoria falsa, são pessoas tentando explicar o contrário. 

Conversão ou Invenção? 

Em Jerusalém, um jovem judeu chamado Saulo faz verdadeiras atrocidades com os cristãos. Persegue-os furiosamente, invade suas casas e os manda para prisão. Informado de que, a cada dia, cresce a comunidade cristã em Damasco, na Síria, pede e obtém do Sinédrio, o Supremo Tribunal da comunidade judaica de Jerusalém, cartas de recomendação aos rabinos daquela cidade, autorizando-os a caçar os hereges cristãos. Acompanhado de alguns homens, percorre a cavalo os cerca de 200 quilômetros até Damasco. Depois de sete dias de viagem, sob um sol escaldante, consegue finalmente avistar as muralhas da cidade.

Mas, de repente, uma forte luz vinda do céu incide sobre ele e assusta seu cavalo, que o joga no chão. Naquele instante, o jovem judeu ouve uma voz que diz: “Saulo, Saulo, por que me persegues?” Atônito, ele indaga: “Quem és, Senhor?” A voz responde: “Jesus, a quem tu persegues. Mas levanta-te, entra na cidade e te dirão o que deves fazer”. O séquito de Saulo permanece mudo de espanto, sem entender de onde vem aquela voz. Saulo, por sua vez, ergue-se do chão, mas não consegue enxergar nada. Em Damasco, permanece três dias e três noites em jejum, refletindo sobre o estranho acontecimento, até ser visitado por Ananias, um discípulo de Cristo, que lhe diz: “Saulo, meu irmão, o Senhor me enviou. O mesmo que te apareceu no caminho por onde vinhas. 


É para que recuperes a vista e fiques repleto do Espírito Santo”. Nesse exato momento, duas escamas caem dos olhos de Saulo, que volta a ver. Em seguida, ele é batizado. Convertido ao cristianismo, Saulo de Tarso tornou-se aquele que talvez tenha sido o mais importante difusor da religião de Jesus: São Paulo.


O episódio acima, narrado em detalhes no livro Atos dos Apóstolos, do Novo Testamento, teria marcado radicalmente a vida de Paulo. Não é possível provar que ele tenha de fato acontecido. Os textos bíblicos são as únicas fontes disponíveis para se reconstituir a história do 'santo', acreditar neles é uma questão de fé. Enquanto a maioria dos apóstolos que conviveram com Jesus restringiram sua pregação à Palestina, Paulo levou a palavra de Cristo para lugares distantes, como a Grécia e Roma.


Sua importância na construção da Igreja primitiva é tão grande que muitos estudiosos atribuem a ele o título de pai do cristianismo. Ma
s as cartas de São Paulo são uma fraude em relação a "doutrina" de CristoSua conversão foi uma farsa. Ele criou uma religião híbrida. A prova disso é o mundo que nos cerca. Um mundo cheio de guerra, de sofrimentos e de desespero.

Para entender melhor o papel de São Paulo na origem e construção do cristianismo é preciso voltar no tempo e acompanhar de perto sua vida. O principal relato sobre ele está presente nos Atos dos Apóstolos, livro escrito pelo evangelista Lucas, que foi também dos maiores discípulos de Paulo. Seus relatos, no entanto, não são considerados um retrato fiel dos acontecimentos. “Os Atos devem ter sido escritos cerca de 15 a 20 anos após a morte de Paulo, quando ele já poderia estar caindo no esquecimento. Lucas, então, expressa uma visão romanceada do apóstolo, transformando-o em um herói ou, mais do que isso, em um modelo de discípulo.


Pra terminar...
Segundo o astrônomo William Hartmann, a conversão de Paulo pode ter uma explicação diferente. São Paulo pode ter visto um meteoro caindo do céu, e achou que aquela luz fosse uma luz divina. Clique aqui e tenha acesso a teoria.


Fonte: Paulo – Biografia Crítica, Jerome Murphy - O Connor, Edições Loyola, 1996 | Introdução a Paulo e suas Cartas, José Bortolini, Paulus, 2001 | A Bíblia e o Cristianismo | Super Interessante

sábado, 3 de outubro de 2015

DESCONSTRUINDO UM MITO

Introdução: Seria Jesus Cristo e seus ensinos uma invenção? Jesus era mesmo o próprio deus encarnado, São João estaria certo? Ou apenas uma ficção? O comercio de Jesus esta em alta como nunca esteve, se vende muito em nome de Jesus. Analise esse estudo calmamente, e talvez o Jesus que você tanto acreditou não passe uma invenção tal, como os deuses da mitologia grega. Misturou-se mitologia judaica (velho testamento) com o cristianismo + Paulinismo, temos um resultado: CRISTIANISMO-JUDAICO-PAULINO. Lembrando que nem os judeus aceitam o cristianismo, o considerando uma fraude, e uma afronta à religião oficial judaica.

Teoria Joseph Atwill
O pesquisador americano Joseph Atwill, afirma que a figura de Jesus Cristo foi fabricada pela aristocracia romana, a família Pison. A criação de uma figura fictícia foi usada como propaganda pelos romanos para acalmar os povos sob seu domínio. As facções de judeus na Palestina da época, que aguardavam por um messias guerreiro profetizado, eram uma constante fonte de insurreição violenta durante o primeiro século, diz o historiador. 

Quando os romanos exauriram os meios convencionais de anular rebeliões, eles mudaram para a guerra psicológica. Eles pensaram que o meio de parar a atividade missionária fervorosa era de criar um sistema de crença adversário. Foi quando a história do messias 'pacífico' foi inventada", diz Atwill. O pesquisador diz que, ao invés de encorajar a guerra, o messias inspirava a paz e ainda dizia aos judeus darem a "César o que é de César" e, assim, pagar suas taxas para Roma. O historiador americano afirma que os imperadores romanos nos deixaram um quebra-cabeça a ser desvendado. Segundo Atwill, a solução do enigma é: "Nós inventamos Jesus Cristo e somos orgulhosos disso". Atwill não acha que sua descoberta é o início do fim do Cristianismo, mas pode ajudar aqueles que tenham sido oprimidos pela religião de alguma forma. "Até hoje, por exemplo, [o Cristianismo] é usado nos EUA para criar apoio à guerra no Oriente Médio", exemplificou.

Desconstruindo um Mito
Historiadores, cientistas e teólogos desmentem mitos criados em torno de Cristo. E abrem as portas para uma nova biografia do fundador da maior religião da Terra. Pensou em Jesus, pensou em deserto. Pelo senso comum, a paisagem onde Cristo viveu é aquela que sempre aparece nos filmes sobre ele: Areia, gente esfomeada, mais areia... Só que não. A região em volta do Mar da Galileia, onde Jesus passou a maior parte da vida, não tem nada de deserto. Está mais para uma daquelas paisagens suíças de propaganda de chocolate: um lago de água doce, com uma vegetação colorida em volta. Tudo emoldurado por montanhas. Cartão postal.

E o que o lugar tem de bonito, tem de fértil. Há dois mil anos, as vilas que pontuavam os 64 quilômetros de circunferência do lago produziam toneladas de azeite, figos, nozes, tâmaras - itens valiosos num tempo sem iPads, Galaxies ou TVs de Led. Escavações arqueológicas mostram que a cidade onde Jesus se estabeleceu, Cafarnaum, era o centro comercial de onde esses alimentos partiam para o resto da Palestina. A pesca também era industrial. Magdala, a cidade de Maria Madalena, a 10 quilômetros de Cafarnaum, abrigava um centro de processamento de peixes, onde as tilápias do Mar da Galileia eram limpas, conservadas em sal do Mar Morto, e exportadas para outros cantos do Império Romano. 

O ambiente era de fartura, pelo menos para os padrões da Antiguidade. Tanto que o próprio milagre da multiplicação dos pães e dos peixes não aparece na Bíblia como uma "ação de combate à fome". Mas como um lanche de fim de tarde mesmo. Segundo os evangelhos, uma multidão tinha seguido Jesus até um lugar ermo para ouvi-lo. Estava anoitecendo. Os apóstolos alertaram o mestre de que, no lugar onde estavam, o pessoal não teria onde comprar comida. Então operou-se o milagre. Sem drama. A ideia de que Jesus pregava num deserto famélico é só a ponta de um iceberg de mitos que povoam o senso comum quando o assunto é Cristo. Vamos ver o que a história, a arqueologia e a própria Bíblia têm a dizer sobre os outros.

1. Ele não nasceu em Belém, nem no Natal
O sino que bate nas canções natalinas não é o de Belém. E também não foi no dia 25 de dezembro que ele nasceu. Tudo o que sabemos sobre o nascimento de Jesus está nos evangelhos de Mateus e Lucas - e são versões bem diferentes. Em Mateus, José e Maria aparentemente viviam em Belém quando ela deu à luz. No evangelho de Lucas, eles moravam em Nazaré, e só se deslocaram até Belém porque Augusto, o imperador romano, decretou que todos os habitantes do império deveriam ir até a cidade onde nasceram seus ancestrais para participar de um censo. Como José, segundo a narrativa, era descendente do rei Davi, que nasceu em Belém, ele e a esposa foram até lá. Evangelhos à parte, hoje é consenso entre os historiadores de que Jesus nasceu mesmo em Nazaré. 

"Tanto Mateus quanto Lucas dizem que Jesus nasceu em Belém com o objetivo de dizer metaforicamente, simbolicamente, que ele é o "Novo rei Davi", diz o teólogo americano John Dominic Crossan, um dos maiores especialistas na história do cristianismo. Crossan e outros descartam Belém por um motivo: Do ponto de vista dos evangelistas, seria mais simples dizer que ele nasceu e cresceu em Belém mesmo - e então mudou para o Mar da Galileia, onde começou a pregar. Mas como os textos se dão ao trabalho de dizer que ele veio de Nazaré, uma cidade que não tinha nada de especial, o mais provável é que ele tenha nascido lá mesmo. Mais, o motivo que Lucas dá para José e Maria terem ido a Belém não existiu. O governo de Augusto é extremamente bem documentado. E não há registro de censo nenhum. Menos ainda um em que as pessoas teriam que "voltar à cidade de seus ancestrais". 

Outro consenso é o de que Jesus nasceu "antes de Cristo". A fonte aí é a própria Bíblia. Mateus e Lucas dizem que ele veio ao mundo durante o reinado de Herodes, o Grande (não confunda com Herodes Antipas, seu filho, o soberano da Galileia durante a fase adulta de Jesus). Bom, como esse reinado terminou em 4 a.C., ele não pode ter nascido depois disso. E sobre o dia do nascimento a Bíblia é clara: Não diz nada. "No início, o cristianismo não tinha uma data exata para o nascimento de Jesus. Então, lugares diferentes celebravam em datas diferentes", diz o teólogo Irineu Rabuke, da PUCRS. O dia 25 de dezembro acabou adotado, no século 4, porque nessa data os romanos já comemoravam uma festa importante, a Natalis Solis Invicti, ou "Nascimento do Sol Invencível". Era uma comemoração pelo solstício de inverno, o dia mais curto do ano. É que, depois do solstício, os dias vão ficando cada vez mais longos. A festa, então, é pela vida, que a partir daí volta a florescer. Por isso mesmo, o solstício de inverno foi celebrado com festa em boa parte das culturas humanas, desde sempre. O círculo de pedras de Stonehenge, por exemplo, já era palco de festas assim 3 mil anos antes de Jesus nascer, por exemplo. Por esse ponto de vista, dá para dizer que o monumento pré-histórico inglês é, no fundo, uma enorme árvore de natal.

2. Os três reis magos não eram reis. Nem eram três
Está no evangelho de Mateus (e só nele): "Magos do Oriente" ficam sabendo do nascimento de Jesus e seguem uma estrela que os leva até Jerusalém. Lá eles vão até o palácio real e perguntam a Herodes onde é que vai nascer o "rei dos judeus". O soberano consulta estudiosos das Escrituras Sagradas, e informa aos magos que o nascimento deve acontecer na cidade de Belém. Então pede que eles voltem para confirmar o paradeiro de Jesus. Os homens mais uma vez seguem a estrela, agora até Belém (a 10 quilômetros de lá). Então oferecem ouro, incenso e mirra ao recém-nascido. Depois, são alertados em um sonho que não devem contar a Herodes onde Jesus está, e voltam para casa por um caminho alternativo. Herodes, que era ele mesmo o "rei dos judeus", não queria ser destronado, então mandou seus soldados matarem todos os meninos com menos de dois anos na região. Essa é uma história típica da mitologia em torno de Jesus - nenhum historiador busca evidências de magos e estrelas-guias, claro. Acreditar nela ou não é questão de fé. Mesmo assim, alguns elementos dessa fé distanciaram-se do que está na Bíblia. 

Por exemplo: Não há menção a "reis". "A tradição popular é que definiu isso, porque trouxeram presentes caros", diz Irineu Rabuke. O evangelho, aliás, nem diz que eles eram três: Só se sabe que eram mais de um, já que são mencionados no plural. Os nomes deles também não aparecem. As alcunhas "Gaspar", "Melquior" e "Baltazar" são de textos do século 5. O mais provável, enfim, é que esses personagens de Mateus sejam inspirados em sacerdotes do zoroastrismo, uma religião persa ligada à astrologia - daí a "estrela de Belém" e o "vindos do oriente", onde ficava a Pérsia (que hoje se chama "Irã"). Bom, se eles foram imaginados como persas mesmo, essa história tem algo de inusitado do ponto de vista geopolítico, como lembra o americano Crossan: "Acho irônico que, no meu país, nós tenhamos três iranianos nos nossos presépios".

3. Ele era moreno, baixinho e de cabelo curto
A Bíblia não fala sobre a aparência de Jesus, Isso deu liberdade para que artistas construíssem a imagem de Cristo de acordo com suas próprias interpretações. Os do Renascimento, por exemplo, desenhavam Jesus à imagem e semelhança dos nobres do norte da Itália. E essa foi a imagem que ficou. Ok. Mas vamos à ciência: Esqueletos de judeus do século 1 indicam que a altura média deles era de mais ou menos 1,55 m. E que a maioria não pesava muito mais do que 50 quilos. Então o físico de Jesus estaria dentro dessa faixa. E mesmo se fosse bem alto para a época, com 1,65 m, por exemplo, ainda seria pequeno para os padrões de hoje. 

Determinar o rosto é mais difícil. Mas uma equipe de pesquisadores britânicos liderada por Richard Neave, um especialista em ciência forense, conseguiu uma aproximação boa. Usando como base três crânios do século 1, eles lançaram mão de softwares de modelagem 3D para determinar qual seria o formato do nariz, dos olhos, da boca... enfim, do rosto de um adulto típico da época. O resultado foi uma face parecida com a do retrato que abre esta reportagem. Não que aquilo seja de fato o rosto de Cristo. Mas que se trata de uma aproximação cientificamente confiável, se trata.

Quanto à cor da pele, a hipótese mais provável é que fosse morena, como era, e continua sendo, a da maior parte das pessoas no Oriente Médio. E como seria a de praticamente qualquer um que passasse a vida toda ao ar livre naquele calor de lascar. Bom, sobre o cabelo dele quem dá a maior pista é a própria Bíblia. No livro 1 Coríntios, Paulo diz que "cabelo comprido é uma desonra para o homem". O maior divulgador do cristianismo no século 1 provavelmente não diria isso se Jesus tivesse sido notório pela cabeleira. Na verdade, as primeiras representações conhecidas de Cristo, feitas no século 3, mostram um Jesus de cabelo curto. E sem barba, até. "A ideia era mostrar que se tratava de um jovem", diz Chevitarese. A inspiração desses artistas eram as esculturas de Apolo e Orfeu, deuses gregos também retratados como jovens imberbes. Por volta do século 5, essa primeira imagem de um Jesus jovial e imberbe perdeu espaço para uma outra, em que ele está de barba e cabelos longos e escuros.

Esse Jesus moreno e barbudo surgiu no Império Bizantino e é conhecido como Cristo Pantocrator ("todo poderoso" em grego). "Os bizantinos começam a atribuir à figura de Jesus um caráter de invencível. E essa representação de alguma forma coincidia com as que eles faziam dos próprios imperadores bizantinos", diz Chevitarese. Os renascentistas, depois, também fariam um Jesus à imagem e semelhança das pessoas que conheciam, e que achavam mais bonitas. Daí a pele clara, os cabelo dourado e os olhos azuis. Nas últimas décadas, porém, artistas (e cineastas) têm se esforçado para não representar Jesus como um nórdico. Em A Paixão de Cristo (2004), de Mel Gibson, o protagonista Jim Caviezel chegou a ter os seus olhos azuis transformados em castanhos. Mas ainda falta um filme realista para valer nesse quesito.

4. Jesus era só um entre vários profetas
Cristo viveu em um período favorável para o surgimento de profetas. Só no livro Guerra dos Judeus (do historiador Flávio Josefo, que viveu no século 1) dá para identificar pelo menos 15 figuras semelhantes a Jesus, que viveram mais ou menos na mesma época dele. A Bíblia cita outros quatro. Um é João Batista, que anunciava o fim do mundo aos seus seguidores, e de quem os cristãos herdaram o ritual do batismo. "Cerca de cem anos depois da morte de João Batista, seus discípulos ainda diziam que ele era maior que Jesus", diz Chevitarese. Para o historiador, João Batista era um concorrente de Cristo. Os dois eram profetas apocalípticos (já que pregavam o fim dos tempos) e viviam na mesma região. A diferença é que João chegou primeiro. "Ele não se ajoelharia na frente de Jesus e diria que não é digno de amarrar a sandália dele, como está nos evangelhos. Pelo contrário", diz. Segundo ele, foi a redação da Bíblia, evidentemente favorável a Jesus, que transformou Batista num coadjuvante: "Os textos pró-Jesus é que vão amarrar o Batista à tradição de Jesus. João Batista é um dos melhores exemplos que nós temos de um candidato messiânico marcadamente popular". 

O segundo desses profetas contemporâneos é Simão, o Feiticeiro. Conforme o livro Atos dos Apóstolos, do Novo Testamento, Simão é conhecido por "praticar mágica", e quando ouve os apóstolos falarem sobre Jesus, oferece dinheiro a eles para tentar comprar o dom de Deus (os apóstolos recusam a oferta, claro). O terceiro desses é Bar-Jesus, que os apóstolos encontram quando chegam à Grécia e a quem nomeiam como "falso profeta". E o último é o "egípcio", com quem Paulo é confundido no templo de Jerusalém. O egípcio era um candidato a Messias que viveu por volta do ano 40, e prometeu levar os seus seguidores para atravessar o leito do Jordão, que, ele dizia, se abriria quando eles passassem. Chevitarese conta que eles sequer tiveram tempo de chegar às margens do rio: "Os romanos, quando ficaram sabendo disso, mandaram a tropa aniquilar todo mundo. Vai que o rio abre mesmo?".

5. Mateus, Marcos, Lucas e João não são os autores dos evangelhos
Mateus e João eram apóstolos. Marcos, um discípulo de outro apóstolo (Pedro). E Lucas era médico de Paulo. Pela tradição cristã, eles são os autores dos quatro evangelhos do Novo Testamento. Mas isso também é um mito. Ninguém sabe quem escreveu os livros. A "autoria" de cada um foi atribuída aleatoriamente pela Igreja bem depois de os textos terem ido para o papiro. O evangelho de Mateus, por exemplo, foi atribuído a Mateus porque ele dá ênfase ao aspecto econômico - e Mateus era o apóstolo que tinha sido coletor de impostos. Já o texto creditado a João é o único dos evangelhos a relatar o episódio em que Jesus, pouco antes de morrer, pede ao apóstolo João que ele cuide de Maria. Aí os créditos ficaram com João.

O que se sabe mesmo sobre os autores é que não eram "autores" no sentido moderno da palavra. Hoje, qualquer um pode ser autor, porque todo mundo sabe ler e escrever. Há 2 mil anos, não. Saber escrever era o equivalente a hoje saber engenharia da computação. Do mesmo jeito que as empresas contratam engenheiros para cuidar de seus mainframes, os antigos contratavam escribas quando precisavam deixar algo por escrito. Com os evangelhos não foi diferente. O mais provável é que comunidades cristãs tenham encomendado esses trabalhos - e ditado aos escribas as histórias que conhecemos hoje. Ditado e entregado outros textos também, para que eles usassem como fonte.

Dos evangelhos, o primeiro a ser escrito foi aquele que hoje é atribuído a Marcos, quase 40 anos após a morte de Jesus. Marcos, enfim, saiu por volta do ano 70. Mateus e Lucas vieram um pouco depois, ente 75 e 80 - até por isso ambos trazem alguns trechos idênticos aos do manuscrito atribuído a Marcos. Também há muita coisa igual em Mateus e em Lucas, e que não aparece em Marcos. Como? A tese é simples: Os dois autores teriam usado uma fonte em comum, que acabou perdida. Os especialistas chamam essa fonte de "Q" ("Q" de quell, que é "fonte em alemão). Sempre que Mateus e Lucas concordam em alguma história que não está em Marcos, então, ela é creditada ao suposto livro "Q". Por causa desse entrelaçamento todo, costumam chamar esses três evangelhos de "sinópticos". Ou seja: Os três têm a "mesma ótica". 

Contam basicamente a mesma história, cada um com algum adendo aqui e alguma omissão ali. Já João, o quarto evangelho, escrito por volta do ano 100, traz uma história diferente. Ali Jesus é mais do que o "filho de Deus": É o próprio Deus encarnado. E a narrativa também muda. Em João ele destrói as barracas dos cambistas e vendedores do Templo de Jerusalém logo no começo da saga, por exemplo. Nos outros, esse ato está bem no final. Depois foram surgindo mais e mais "biografias" de Jesus. Para diminuir a bagunça, logo depois que o imperador Constantino legalizou o cristianismo, no século 4, a Igreja se organizou para definir quais seriam os livros que fariam parte da Bíblia Cristã. E bateu o martelo para a formação atual do Novo Testamento. O critério da Igreja foi usar os textos mais antigos - os mais confiáveis. Os quatro evangelhos, inclusive, faziam parte da primeira lista de livros sagrados do cristianismo de que se tem notícia, o Cânon de Muratori, compilado em 170 d.C.

"A Igreja no século 4 apenas reconheceu o que já eram as suas escrituras por séculos", diz o teólogo Ben Witherington, da Universidade de St. Andrews, na Escócia. Os textos sobre Jesus que não entraram para a Bíblia acabaram conhecidos como evangelhos "apócrifos" ("ocultos", em grego). Existem dezenas. Um deles, aliás, é aquele descoberto recentemente e que ficou famoso por dizer que Jesus era casado. Não é bem um "evangelho", mas um fragmento de papiro do tamanho de um cartão, em que aparece escrito em egípcio: "Jesus disse a eles: ´Minha esposa (...)`" - o resto está cortado. O manuscrito é dos anos 300 d.C. Bem mais recente que os evangelhos do Novo Testamento. O que ele significa? Que alguma comunidade cristã daquela época acreditava que Jesus era casado. Para a maior parte dos pesquisadores, isso não basta para mudar a "biografia oficial" de Cristo, como diz André Chevitarese: "João Batista era celibatário. Paulo era celibatário. Jesus é um desses casos". 

6. Judas pode não ter sido um traidor
Judas, um dia, foi nome. Hoje, virou adjetivo, sinônimo de ausência de caráter. Mas Judas Iscariotes, que teria entregue Jesus aos romanos em troca de 30 moedas de prata, pode ser um injustiçado. Essa história aparece nos quatro evangelhos - com uma ou outra variação. Para alguns estudiosos, porém, ela é uma farsa. A maior evidência estaria nos textos de Paulo, os mais antigos entre os do Novo Testamento, escritos por volta do ano 50 d.C. Numa passagem na Primeira Epístola aos Coríntios Paulo diz que, depois de ressuscitar, Jesus apareceu para os 12 apóstolos, e não para 11: "Ele foi sepultado e, no terceiro dia, foi ressuscitado, como está escrito nas Escrituras; e apareceu a Pedro e depois aos 12 apóstolos" (Coríntios, 15:5). Ou seja, Judas estaria lá. Não teria se matado após a famosa traição, como dizem os evangelhos. Essa epístola foi escrita pelo menos dez anos antes de Marcos, o primeiro dos quatro.

Outro documento que defende o suposto traidor é o Evangelho apócrifo que ficou conhecido como "Evangelho de Judas". Uma cópia desse manuscrito foi revelada em 2006. Pesquisadores acreditam que o texto foi escrito originalmente por volta do século 2, já que ele foi mencionado em uma carta escrita pelo bispo Irineu de Lyon em 178 d.C. Segundo o texto, Judas teria apenas acatado um pedido de Jesus ao entregá-lo para as autoridades romanas. Nessa versão, Iscariotes era o apóstolo mais próximo do mestre - daí o pedido ter sido feito a ele. Mesmo se levarmos em conta só os evangelhos canônicos, alguns pesquisadores acham pouco verossímeis as passagens que incriminam Judas. 

É o caso de John Dominic Crossan: "Para ser sincero, eu vou e volto com essa questão. Mesmo quando respondo afirmativamente [que Judas de fato traiu Jesus], penso nisso como remotamente possível", diz ele. Durante a sua última semana de vida, Jesus era protegido pela presença da multidão durante o dia ("Procuravam então prendê-lo, mas temeram a multidão", Marcos, 28:12), e se protegia ao sair de Jerusalém e ir para Betânia, onde estava hospedado, durante a noite. Na opinião de Crossan, as autoridades romanas não precisariam da ajuda de Judas para encontrar Jesus: "Certamente as autoridades teriam descoberto por si próprias o lugar exato para interceptar Jesus. Então, Judas era mesmo necessário? Essa é minha maior objeção com a figura histórica de Judas como traidor". Por esse ponto de vista, o episódio da traição de Judas teria sido criado para facilitar a conversão dos romanos ao cristianismo. Na época, parte da população do império já começava a se converter, e não ficaria bem se a maior parte da responsabilidade pela morte de Jesus recaísse justamente sobre um romano, Pôncio Pilatos. É o que Chevitarese defende: "Pessoas vindas do ambiente politeísta, principalmente das elites romanas, já estavam se convertendo ao cristianismo por volta de 70 d.C. Por isso, os evangelhos fazem Pilatos lavar as mãos".

7. O Reino dos Céus era na Terra
Todo ano, antes de avisar a Jesus Cristo que ele está aqui, Roberto Carlos olha para o céu e vê uma nuvem branca que vai passando. O céu virou sinônimo de paraíso, é de lá que Deus observa os nossos movimentos, e é pra lá que vai quem já morreu. Mas o jovem Jesus, quando tentava convencer seus ouvintes a se comportarem de maneira justa, não dizia exatamente isso. O Reino de Deus (ou Reino dos Céus) que Jesus pregava iria acontecer aqui na Terra mesmo.

Os próprios evangelhos deixam isso claro. Em uma conversa com os discípulos pouco antes de morrer, Jesus diz que alguns deles estarão vivos para ver o reino de Deus chegar: "Dos que aqui estão, alguns há que de modo nenhum provarão a morte até que vejam o Reino de Deus já chegando com poder" (Marcos, 9:1). Em outro momento, Jesus chega a afirmar que o Reino de Deus já chegou: "Ora, depois que João foi entregue, veio Jesus para a Galileia pregando o evangelho de Deus; e dizendo: O tempo está cumprido, e é chegado o reino de Deus. Arrependei-vos, e crede no evangelho" (Marcos, 1:15).

Os discípulos, portanto, acreditavam que o Reino de Deus seria instaurado imediatamente. "No tempo de Jesus, era muito forte a esperança de que se fosse fazer um reino nos moldes do Rei Davi, do Rei Salomão. Quando Jesus falava em 'reino', as pessoas achavam que só podia ser um reino desse tipo", diz Irineu Rabuske. Mas Jesus era um profeta apocalíptico, e o que ele defendia é que Deus faria uma intervenção em breve e daria início a um reino de paz e justiça. É verdade que também existem na Bíblia diversas passagens em que Jesus fala sobre um pós-morte. Uma delas está em Lucas. É sobre um homem rico e um mendigo que costumava pedir-lhe esmolas. Depois de morrer, o rico vai para uma espécie de inferno, onde "atormenta na chama". E o mendigo é consolado por Abraão. Cristo é mais claro ainda no evangelho de João. Ele diz a Pilatos que "seu reino não é deste mundo".

Só que Lucas e João são textos mais recentes que Marcos. E para boa parte dos pesquisadores, é por isso mesmo que eles dão ênfase à ideia de um Reino do Céu no "céu". "Essas referências foram sendo acrescentadas conforme o início do reino não ocorria", diz o arqueólogo e especialista em cristianismo Pedro Paulo Funari, da Unicamp. Ou seja: Chegou um momento em que os cristãos tiveram que lidar com o fato de que o reino de Deus talvez não estivesse tão próximo assim. A partir daí, começou um processo de reinterpretação. A pregação de Jesus, de que os bons seriam recompensados e os maus punidos num julgamento que marcaria o fim de uma era no mundo, foi sendo alterada. E o julgamento passou a acontecer no final da vida de cada um. Faz todo o sentido: Do ponto de vista argumentativo, é uma versão mais sofisticada. Só quem já morreu pode contestá-la.
  1. Quanto nos é útil esta FÁBULA de Cristo! A fábula de Cristo é de tal modo lucrativa que seria loucura advertir os ignorantes de seu erro; Palavras do papa Leão X.
  2. Não creria nos Evangelhos, se a isso não me visse obrigado pela autoridade da Igreja; Palavras de Santo Agostinho.
  3. Jesus faz parte do show business (comercio ou negócio). Autor desconhecido.
Conclusão
Vai chegar um tempo onde a raça humana vai evoluir, de maneira tal, que acreditar ou não em deuses, ter uma religião será irrelevante. Jesus homem, existiu sim, o que é ficção é o Jesus deus. Um homem que ficou tão famoso e popular, que o transforam numa divindade. Jesus Cristo deus é uma fabula. A cada dia que passa, mais e mais provas de que orações a ele, nunca serão respondidas, e os problemas do mundo não serão resolvidos por um homem que já morreu. A teoria da salvação por sacrifício humano e ao mesmo tempo pela fé é outra invenção dos copistas, e do impostor chamado São Paulo. Jesus não morreu para perdoar pecados, Jesus morreu por ter sido contra o sistema capitalista romano.

Fonte: Super Interessante | Para saber mais: Jesus Histórico. Uma Brevíssima Introdução | André Chevitarese e Pedro Paulo Funari, Kline, 2012 | Quem Jesus Foi? Quem Jesus não foi? Bart Ehrman, Record, 2011| Terra  | Jornal Britânico Daily Mail