terça-feira, 29 de dezembro de 2015

A DECOMPOSIÇÃO DO CORPO DE CRISTO


Introdução: A morte de Jesus não significa nada para os cristãos. Mas sua ressurreição faz toda a diferença. Uma coisa bem óbvia pois sem esse acontecimento o evangelho ficaria sem sentido, e perderia seu significado maior. Estudiosos questionaram a historicidade da ressurreição de Jesus Cristo por séculos, e consideram a narrativa da ressurreição como relatos tardios e contraditórios. Diversos estudiosos modernos expressaram suas dúvidas sobre a historicidade dos relatos sobre a ressurreição e continuam debatendo suas origens. Enquanto que outros consideram os relatos bíblicos sobre o episódio decorrentes de derivadas experiências dos seguidores de Jesus e, particularmente, do apóstolo Paulo.

Páscoa Cristã x Páscoa Judaica
Páscoa significa passagem. Para os judeus, ela representa a travessia pelo mar vermelho, quando o povo liderado por Moisés passou da escravidão do Egito para a 'liberdade' na Terra Prometida. Para os cristãos, ela tem um sentido mais metafísico (transcende a natureza física). Representa a passagem de Cristo pela morte, seguido da ressurreição. Uma é a páscoa cristã, outra é a páscoa judaica, vamos entender sobre isso mais afrente. 

Contradições Gritantes 
Nenhuns dos pregadores do tempo de Jesus que pregavam o fim o mundo, pregavam sobre ressurreição, nenhum! Sem a crença na ressurreição Jesus teria sido varrido da memória da humanidade. O fato de se criar uma fé na ressurreição de Jesus, levou à crença de que ele fosse Deus. Fé religiosa e acontecimento histórico são duas coisas completamente diferentes. Para se crer na ressurreição como um fato é preciso fé, pois historicamente Jesus não ressuscitou. Não existe nenhuma prova concreta. Só existe o relato dos evangelhos, que cá pra nós, são bem duvidosos. Isso pra quem estuda a fundo o assunto, logo não é para papagaios religiosos que só sabem repetir versículos da bíblia. Os evangelhos são problemáticos pra quem realmente deseja saber o que aconteceu. Não há relatos históricos, o que se encontra são relatos de fé, invenções e achismos dos autores. Não é porque eu gostaria muito que Jesus tivesse ressuscitado que ele ressuscitou. O fato é que as narrativas somente foram escritas muito anos depois dos fatos terem acontecidos por pessoas que não estavam lá para comprovar se de fato as coisas realmente aconteceram do jeito que foram registradas. Os evangelhos discordam em quase tudo o que se diz respeito ao assunto ressurreição. João 20-21 | Mateus 28 | Marcos 16 | Lucas 24. Cada um contou ao seu modo. Será que foi o espírito santo que inspirou cada autor a narrar de forma diferente? Não existe inspiração divina onde não há concordância. Vamos a algumas questões: 

A. Quem foi a primeira pessoa a ir até o túmulo?
B. A pedra já havia sido removida? 
C. Quem foi visto lá?
D. Foram na hora contar aos discípulos o que tinham visto ou não?
E. O que a pessoa, ou as pessoas que estavam no túmulo mandaram as mulheres fazer? 
F. Onde Jesus foi visto? Na galileia, ou em Jerusalém? 

Mateus é claro quando diz que os discípulos devem ir para a GALILEIA, pois lá iriam se encontrar com Jesus. E assim eles fazem, vão para a galileia. Será? Lucas discorda de Mateus, e em sua narrativa os discípulos não são instruídos a ir para a Galileia, mas para ficarem em Jerusalém. Em Atos 1-2, confirma isso, pois eles não deveriam ir para a Galileia, pois em Jerusalém eles receberiam a descida do espirito santo. Sempre vai ter gente que não vai querer enxergar essas gritantes discrepâncias. Existem centenas de outras. Mas vamos nos atentar nos relatos do acontecimento da ressurreição. Todas essas questões levantadas acima, cada autor, Mateus, Marcos, Lucas e João narram de forma diferente. Cada um conta de um jeito. Nem a igreja, nem a teologia consegue explicar essa falta de concordância. Fica-se uma evidente invenção dos autores, e uma fraude religiosa. Estamos falando de autores que escreveram décadas depois dos acontecimentos, viveram em terras diferentes, falando em idiomas variados e se basearam em fabulas e mitos contados oralmente de boca em boca, como um telefone sem fio.

Os ensinos de Paulo
Paulo realmente acreditava e propagava a doutrina da ressurreição em carne e osso. Paulo pregava que Jesus havia ressuscitado fisicamente, e ainda afirmava que seus seguidores iriam experimentar da mesma experiência; I Cor 15. O que dá a entender é que Paulo acreditava numa ressurreição de corpo e espírito, um ligado ao outro. O mesmo Paulo declara que carne e sangue não podem entrar no reino dos céus; 15:50. Dá a entender que algo mudaria nesse “corpo ressurreto”. Em I Cor 15:3-8 Paulo começa dizendo: Pois transmiti a vocês entre as coisas mais importantes o que eu também recebi... Paulo recebeu de quem? Qual a fonte? Da tradição pré-paulina, teoria que já circulava antes de Paulo escrever suas cartas aos coríntios. Logo essa crença é realmente muito antiga, mas foi Paulo quem a popularizou. São simples poemas e declarações de fé, coisas que as pessoas acreditavam, mas que não são reais. 

No Terceiro Dia
Nenhuns dos evangelhos indicam que dia Jesus ressuscitou. Não indica que Jesus ressuscitou naquela manhã, antes das mulheres aparecerem. Os evangelhos simplesmente não dizem nada. Paulo diz que Jesus ressuscitou ao terceiro dia segundo as escrituras... Que escritura? O velho testamento? Os 6:2? Jon 2? Será que Paulo está citando mesmo essas passagens? Alguns estudiosos aceitam, eu particularmente não. A declaração de Paulo é pura interpretação teológica. Outro ponto que deve ser observado, é que Paulo não fala nada sobre Jose de Arimateia. Paulo simplesmente diz que “foi sepultado”. Porque não citou o nome da pessoa exata? Não citou porque não sabia nada do sepultamento de Jesus por Jose de Arimateia. E também sobre a forma que Jesus foi sepultado, em nenhuma de suas cartas conta detalhes, alias nada. O que pode indicar que uma pessoa específica que sepultou Jesus seja uma invenção posterior. Na lista de Paulo sobre o aparecimento de Jesus após a ressurreição, e ele sendo o último, parece ser uma lista bem limitada. O que mais intriga é que Paulo não menciona nenhuma mulher em nenhum de seus textos. Acontece que nos relatos de Mateus e João são mulheres que descobrem o túmulo vazio, e são mulheres que primeiro veem Jesus vivo.

Paulo menciona as aparições de Jesus sem mencionar o túmulo vazio. Marcos é o evangelho mais antigo e é narrado o túmulo vazio, sem mencionar qualquer aparição; Mc 16. Alguns estudiosos acreditam que as duas tradições do túmulo vazio, e as aparições de Jesus parecem ser obras independentes e reunidas posteriormente, e obviamente expandida, modificadas e inventadas num processo de contadas e recontadas ao longo dos anos.

A aparição da Virgem Maria
A crença da ressurreição de Jesus, tanto quanto em suas aparições posteriores depende de fé, e não de conhecimento histórico por se tratar de um evento “sobrenatural”. E é isso que muitos cristãos fervorosos e teólogos defendem. Acham que historiadores ou aqueles que buscam fatos históricos e provas concretas para o evento são céticos e preconceituosos com relação a eventos de cunho sobrenatural. Acontece que centenas de católicos afirmam com veemência que viram a virgem Maria, pois a mesma apareceu para eles, e deixou alguma mensagem. Mas evangélicos fundamentalistas ignoram, tem preconceito, e não aceitam o fato de que se pessoas viram Jesus vivo depois da morte, do mesmo modo pessoas também viram Maria viva depois da morte. Fácil acusar historiadores e céticos em relação à ressurreição, quando se nega eventos sobrenaturais de credos de outras religiões. O fato é que nenhum evento desse nível pode ser provado e nem estabelecido. Depende de uma coisa: Da fé do ouvinte. Isso significa que crença teológica não se baseia em evidencias históricas, mas em achismos.  

O Sepultamento
O fato de Deus ter erguido Jesus dos mortos, e o levado para o céu e uma série de outras questões é objeto de dúvida histórica. A ressurreição de Jesus esta ligada diretamente no fato de ele ter sido sepultado. Sem túmulo, não tem ressurreição, anjos, mulheres e toda a historia. Por isso devemos observar a questão do sepultamento. De acordo com o evangelho de Marcos Jesus foi sepultado por uma figura antes anônima e desconhecida, um respeitado membro do conselho, um aristocrata judeu; Mc 15:53. Depois disso foi ressuscitado por Deus e levado ao céu para viver eternamente. Não há uma evidencia histórica se quer, toda essa historia tem como base a fé. Existem evidencias para duvidar dessa tradição do sepultamento por Jose de Arimateia. O próprio Marcos diz em sua narrativa que todo o conselho do sinédrio buscava razão para matar Jesus. Não são alguns, mas todos. Logo uma das pessoas que pediu a morte de Jesus foi Jose de Arimateia. Pouco provável que Jose de Arimateia fosse se arriscar ou ter misericórdia de um homem que se rebelou contra o Estado, e que se nomeou filho de Deus. É realmente um problema histórico o sepultamento narrado por Marcos a luz de outras passagens do novo testamento.

Praticas Romanas
É importante entendermos como os romanos agiam naquela época, para desmascararmos algumas mentiras cintadas nos evangelhos. Pilatos por exemplo é retratado nos evangelhos praticamente como um homem bonzinho, incapaz de mandar matar alguém. João enfeitou a coisa, e afirmou que Pilatos declarou Jesus inocente por três vezes, e só depois ordenou a crucificação. Difícil de engolir, pois sabemos como os romanos eram cruéis e perversos, e matavam sem misericórdia. Será que do nada Pilatos ficou bonzinho? Pilatos não era um prefeito benevolente, pelo contrario. A teologia diz que Jesus foi retirado da cruz antes do por do sol na sexta, porque o dia seguinte era sábado, e era proibido na lei judia condenados pendurados na cruz. Mas não foram os judeus que crucificaram Jesus, e sim os romanos. Vale dizer que os romanos não ligavam nem um pouco para a tradição judaica. Se era sábado ou não para os romanos isso não significava nada. Será que os romanos estavam sensibilizados emocionalmente com a tradição judaica? Quem acha que sim, deve estudar um pouco sobre praticas romanas da antiguidade. 

A Putrefação do Corpo de Jesus
O costume romano era humilhar e expor ao máximo aquele que se atrevesse, a ser um agitador aos olhos de Roma. E Jesus foi visto exatamente como um rebelde, por isso foi crucificado. Uma das práticas mais cruéis de Roma contra rebeldes era matar e deixar o corpo em degradação exposto para todos os espectadores pudessem ver, sujeito aos animais necrófilos. Essa pode ser uma possibilidade do que pode ter acontecido com o corpo de Jesus. O fato é que não sabemos o que aconteceu com o corpo de Jesus. O que é verdade histórica é o fato do que acontecia com rebeldes crucificados deixados na cruz pelos romanos, e temos uma gama de fontes comprovando o fato. Por isso essa é uma evidencia muito próxima da realidade do que realmente aconteceu com Jesus. Pois segundo a tradição romana a crucificação seguida do corpo exporto na cruz, para ser comida de animais e aves caracterizava humilhação completa. E isso é a cara dos romanos.

A teologia argumenta que como haviam exceções a regra na lei romana, foi o caso de Jesus. Mas essa é uma mentira cristã, e fácil de ser refutada, pelo simples fato de que a “exceção” somente acontecia com pessoas de famílias da elite que conhecesse alguém do governo. O que não era o caso de Jesus. Jesus era da periferia, sua família não era influente, seus seguidores fugiram, e não havia nenhuma razão para alguém pedir seu corpo para ter um sepultamento digno. Nenhum dos seguidores de Jesus era influente. Jesus pode ter sido crucificado, deixado no madeiro, decompondo-se e servido de alimento as aves. Forte né? Pois é, mas essa é a evidencia mais próxima da realidade. O que podemos concluir é que os cristãos antigos inventaram o sepultamento, e um túmulo vazio. Por uma razão óbvia: Sem um sepultamento, o tumulo jamais poderia ser declarado vazio. Uma pratica grega e romana na época era lançar fora crucificados, sem um sepultamento digno, isso é, a pessoa teria o sepultamento negado. Por isso duvido que Jesus nas condições já mencionadas possa ter tido um sepultamento glamoroso como mencionado nos evangelhos. É obvio que os contadores de história inventaram um sepultamento digno, pois dificilmente uma possível ressurreição de um corpo deixado na cruz como alimento para animais ressuscitasse. A tradição do sepultamento digno é falsa. 

O Tumulo Vazio 
Se não houve sepultamento, logo não houve tumulo vazio. Mas vamos supor que existiu. Possivelmente algum religioso roubou o corpo de Jesus, e depois espalhou que ele tinha ressuscitado. Mas essa é uma possibilidade descartada. Essa foi a crença dos discípulos de Jesus, que ele havia ressuscitado, e assim começou o cristianismo. Eles de fato acreditavam que seu líder havia ressuscitado. Se ninguém tivesse pensado nisso, a história de Jesus teria sido esquecida, ou ficado entre os profetas judeus que não deram certo. Muitos acreditam numa ressurreição espiritual. A uma corrente que acredita que Jesus morreu normalmente, mas ressuscitou em espírito. Outros acreditam que Jesus ressuscitou em carne, mas que seu corpo é diferente, glorificado. É o que Lucas e Paulo acreditavam. Em Lucas 24 Jesus aparece na praia, come peixe na brasa e mel com os discípulos. Complicado um corpo glorificado comendo e bebendo como um mortal qualquer. Se Jesus comeu e bebeu, houve necessidade de ir ao banheiro antes de subir para o céu. Essa é mais uma tradição inventada.

Alguém viu Jesus por aí?
A crença na ressurreição foi uma realidade na época, sim os discípulos de Cristo acreditavam mesmo que ele havia ressuscitado, e o responsável por essa crença foi de quem começou a espalhar a história. E essa crença foi baseada principalmente em “visões”, isto é, pessoas que viram Jesus depois de morto. Mas como essas visões funcionam? Uma pessoa que afirma que viu alguém, ou a pessoa estava mesmo lá, ou foi imaginação, fruto de fatores psicológicos e neurofisiológicos: Uma alucinação. O que significa alucinação? Significa uma percepção sensorial onde existe um senso da realidade convincente de uma percepção de algo verdadeiro. E isso ocorre sem o estímulo externo do órgão sensorial vigente, que também pode acontecer com outros órgãos como: Tato, olfato, audição e paladar. Especialistas bíblicos afirmam que as visões de Jesus são verídicas, e que Jesus apareceu mesmo aos seus seguidores. O problema é que esses especialistas sãos cristãos. Devemos mostrar o outro lado da moeda, e buscar opiniões de especialistas bíblicos imparciais. As visões de Paulo e outros certamente foram motivados por fatores psicológicos. Jesus morreu, e se decompôs como qualquer mortal, e a fé cristã tem como base a ressurreição física de Jesus, isso significa que a fé cristã esta tão morta quanto Jesus. 

Sempre vai ter alguém com a teoria do sobrenatural, e que a ciência pode explicar. Acontece que se a ciência pode explicar o sobrenatural, logo deixa de ser sobrenatural, e se torna um fator natural. Por exemplo: Quando acontece um fenômeno da natureza, um terremoto ou uma avalanche onde centenas de pessoas morrem, logo aparecem religiosos dizendo que é a ira de deus sendo derramada, e que deus esta bravo por causa dos pecados. Essa é uma explicação religiosa. Mas a explicação mais coerente e aceitável, é que são fatores naturais, ou seja, eventos da natureza. Então se há guerra e terrorismo logo vão dizer que é o fim do mundo, e que o apocalipse começou. Gozado que Jesus não aparece pra ninguém no evangelho de Marcos, só aparece para Mateus, Lucas (Atos) e João. Poucos param para prestar atenção nesses detalhes. Em atos esta escrito que Jesus apareceu aos discípulos e esteve com eles 40 dias dando provas de sua ressurreição. Pergunta: Quantos dias foram necessários para convencer os discípulos que o mestre estava vivo?  Teve que comer peixe, tocar as chagas, comer mel etc. É estranho estar diante de uma pessoa viva, e ela ter de provar que ela esta mesmo ali, e que esta viva. Não precisa provar se ela esta mesmo ali. São histórias muito mal contadas. Pessoas que perdem seus entes queridos, e depois tem visões, sonhos com o falecido juram que foram visões reais. O mesmo acontece com pessoas que viram a virgem Maria. 

Vamos compreender melhor a questão. Estudos modernos feito por especialistas em alucinação mental, concluiu que pessoas “normais” que não tinham transtornos psicológicos, afirmam que tiveram pelos menos uma experiência alucinatória na vida. Relatos de familiares que já tinham morrido e centenas de conteúdo religioso ou sobrenatural. Houve casos de alucinações auditivas, pessoas que ouviram a voz de uma pessoa que já morreu, mas não a viu. A mente humana é capaz de produzir esse tipo de evento imaginário. É uma habilidade humana. Acontece que nem sempre funciona. Um fato decorrente é o ambiente e a cultura que pessoa esta inserida. Se numa determinada cultura aceita a existência de demônios, por exemplo, é obvio que isso aumenta a chance de alguém ver e falar com um demônio. Uma pessoa estressada, ou que sofreu um trauma psicológico muito forte esta mais propensa a sofrer de alucinações mentais. Geralmente a pessoa que experimentou a alucinação com o falecido tinha algum sentimento de culpa ou algo mal resolvido com o morto. Lembrando que os discípulos todos fugiram e abandonaram seu mestre na hora que ele mais precisava. Essa “comunicação com os mortos” acontecem geralmente em sonhos, e mesmo com a pessoa acordada. E quando a pessoa acorda, ela jura que foi real.

Técnica de Ressurreição Científica
Quando seu corpo está com temperatura de 10 graus, sem atividade cerebral, batimento cardíaco e sangue, é um consenso que você está morto", diz o professor Peter Rhee, da universidade do Arizona. "Mas ainda assim, nós conseguimos trazer você de volta." Rhee não está exagerando. Com Samuel Tisherman, da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, ele comprovou que é possível manter o corpo em estado "suspenso" por horas. O procedimento já foi testado com animais e é o mais radical possível. Envolve retirar todo o sangue do corpo e esfriá-lo até 20 graus abaixo da sua temperatura normal. Quando o problema no corpo do paciente é resolvido, o sangue volta a ser bombeado, reaquecendo lentamente o sistema. Quando a temperatura do sangue chega a 30 graus, o coração volta a bater. Os animais submetidos a esse teste tiveram poucos efeitos colaterais ao despertar. "Eles ficam um pouco grogue por um tempo, mas no dia seguinte já estão bem", diz TishermanA técnica desenvolvida agora por Tisherman é baseada na ideia de que baixas temperaturas mantêm o corpo vivo por mais tempo, cerca de uma ou duas horas. O sangue é retirado e no seu lugar é colocada uma solução salina que ajuda a rebaixar a temperatura do corpo para algo como 10 a 15 graus Celsius. Em experiência com porcos, cerca de 90% deles se recuperaram quando o sangue foi bombeado de volta. Cada animal passou mais de uma hora no "limbo".

Testes com humanos
Tisherman causou um frisson internacional este ano quando anunciou que está pronto para fazer testes com humanos. As primeiras cobaias seriam vítimas de armas de fogo em Pittsburgh, na Pensilvânia. Nesse caso, são pacientes cujos corações já pararam de bater e que não teriam mais chances de sobreviver, pelas técnicas convencionais. O médico americano teme que, por conta de manchetes imprecisas na imprensa, tenha-se criado uma ideia equivocada da sua pesquisa. Com certeza absoluta na época de Jesus essa técnica ainda não tinha sido desenvolvida. 


Resumo
A doutrina da ressurreição é a resposta à vontade mais primitiva do ser humano, a da imortalidade. Não é porque eu gostaria muito que Jesus tivesse ressuscitado que ele ressuscitou. Cada um escolhe acreditar no que quiser, o que não se pode é discriminar quem não acredita em ladainhas religiosas. São muitas as evidencias que o Jesus da fé e todas as histórias que o envolvem são achismos e invenções. Mas se pra você é mais confortável acreditar em alguma coisa, nem que seja em algo que não é real, vai na fé.  

Fonte: Super Interessante | Trechos do livro Como Jesus se tornou Deus | Wikipédia | Bíblia: Versão João Ferreira de Almeida | Veja online | BBC Brasil