quarta-feira, 19 de julho de 2017

ORAÇÃO PARA AMPUTADOS

Por que Deus não cura Amputados? Esta foi a questão escolhida para analisarmos se Deus cura ou não cura essa e outras situações sem volta. Existem outras, mas essa questão sonda um aspecto fundamental da oração pela fé. De cara vale lembrar que o deus Jeová ao invés de curar leprosos, amputados e doentes; proibia que essas pessoas entrassem no seu templo para adora-lo, vamos ler o texto bíblico; Jeová disse: Pois nenhum homem em quem houver alguma deformidade se chegará; como homem cego, ou coxo, ou de nariz chato, ou de membros demasiadamente compridos, ou homem que tiver quebrado o pé, ou a mão quebrada, ou corcunda, ou anão, ou que tiver defeito no olho, ou sarna, ou impigem, ou que tiver testículo quebrado. Nenhum homem em quem houver alguma deformidade, se chegará para adorar a Jeová; Lv 21:17-23.

Vamos imaginar uma situação: Você vai ao médico e descobre que tem uma doença grave, e você fica apavorado. Você não quer morrer, então você ora a Deus dia e noite, por uma cura sobrenatural. Uma cirurgia é realizada e bem sucedida, quando o médico o examina novamente você esta curado. Você louva a Deus então por responder suas orações e você acredita de todo seu coração que Deus operou um milagre. A pergunta é: O que curou você? Foi a cirurgia e os remédios, ou foi Deus? Alguém vai dizer que Deus usou os médicos para curar. Mas Deus poderia ter curado milagrosamente a sua doença, como muitos cristãos acreditam. Na verdade quando sua doença foi resolvida com a cirurgia, simplesmente houve coincidência com a sua oração. Sua oração pode ter tido efeito zero. Como podemos determinar se é Deus ou uma coincidência que contribuiu para a cura? Uma maneira é eliminar a ambiguidade (aquilo que pode ter mais de um significado). Em uma situação não-ambígua, não há potencial para a coincidência. Portanto, se não há nenhuma ambiguidade, nós podemos realmente saber se Deus está respondendo a oração ou não.

A Bíblia claramente promete respostas de Deus às orações; Marcos 11:24 Jesus diz: Tudo o que pedirdes em oração, crede e recebereis. Existem centenas de livros e sites cristãos falando sobre o poder da oração. De acordo com os crentes, Deus responde milhões de orações todos os dias. 


Então, o que deve acontecer se orarmos a Deus para restaurar membros amputados? Certamente, se Deus é real, os membros devem se regenerar através da oração, ou seja, uma pessoa sem pernas deve nascer imediatamente novas pernas. Mas na realidade elas não crescem. Por que não? Porque Deus é imaginário. Pelo menos o deus cristão é. Se existe outro, o "verdadeiro" ele nunca deu as caras. Não existe ambiguidade na situação dos amputados. Existe apenas um caminho: Deus ser real, e deve responder as orações conforme Mc 11:24 (e olha que existem outras passagens como essa). Logo sempre que criarmos uma situação não ambígua como esta e olhamos para os resultados da oração, concluímos que ela nunca funciona. Deus nunca responde orações se não há possibilidade de coincidência. Orações não ambíguas jamais serão respondidas.

Na verdade as orações feitas na igrejas não reduzem em nada a mortalidade no mundo, não impedem doenças, estupros, pedofilia e muito menos acabam com as guerras. Vamos a mais um exemplo? Vamos supor que um crente verdadeiro se ajoelhasse e orasse a Deus da seguinte forma: Querido Deus, todo poderoso e misericordioso, oramos para ti agora para que cure todos os doentes desse planeta esta noite. Oramos com fé, sabendo que você irá abençoar conforme prometido em Mc 11:24, João 14:13. Em nome de Jesus, Amém.

Fazendo uma oração como essa vemos a verdadeira natureza do deus bíblico. Não há nenhuma maneira de que uma coincidência possa responder a esta oração, e com certeza a oração fica sem resposta. Cada "oração respondida" é uma comprovada coincidência, nada mais. "Deus" não responde oração alguma. A crença na oração é pura superstição. Orações não-ambíguas (como as de amputados) nos mostram de forma conclusiva, que a ideia de que "Deus responde orações" é uma ilusão criada pela imaginação humana.

Terror
Você pode estar com medo porque tem acreditado na religião do Cristianismo, e em todos as suas bobagens inúteis, como nascimento virginal, arrebatamento, oração de cura, bênçãos materiais, dízimos e etc. Por toda a sua vida. Perceber que tudo isso é uma farsa total é aterrorizante. É algo parecido com estar casado com alguém, e depois de décadas descobrir que foi traído. É estarrecedor. Você está com medo de que se você não crer em Jeová e adorá-lo, ele poderá puni-lo. Você tem medo de que Deus possa jogar uma praga do Egito em você. Não é pra menos Jeová é um deus irado, vingativo e derramador de maldições.

Pense por um instante. Não existe um deus amoroso e mau ao mesmo tempo. O deus citado na Bíblia é assim. No velho testamento se comportava de um jeito, depois mandou seu filho pra morrer e virou bonzinho. É uma história mitológica das mais mentirosas que existe. O medo foi programado em seu cérebro desde a infância. O poder da religião vem do medo.

Porque existe, câncer, estupro, Aids, assassinato, pobreza e Deus não faz nada? Porque o deus do cristianismo é completamente imaginário. O cristianismo é uma ilusão. As religiões são ilusão. O Deus Jeová da bíblia é um demônio criado por seres humanos doentes mentais. As evidências estão ao nosso redor. As chances são de que você as conheça a anos, mas você tem sido incapaz de enfrentar a realidade. Jeová é mais deus pagão como os deuses do Egito e da mitologia Grega. Por que então grande parte da população acredita em Deus? Há algumas razões pelas quais os seres humanos fabricam religiões: 

A- As pessoas inventam Deus como uma maneira de lidar com a morte. O seres humanos tem medo da morte. Eles inventam a religião como uma forma de lidar com esse terror. 

B- As pessoas inventam religião para promover a bondade e eliminar o mal em suas sociedades. Essa receita de bolo não funciona, alias nunca funcionou. Morte e bondade são importantes para as pessoas. Toca-se em emoções humanas fundamentais.

Resumo
Você não precisa deixar de acreditar em nada. As pessoas acreditam em qualquer coisa que traga conforto para suas ansiedades. Pensar positivo é valido e muito bom. Agora não podemos criar deuses imaginários e sair enganando as pessoas mais simples. Ter fé é algo positivo, mas a fé pode te levar a um caminho de intolerância e burrice intelectual. Pessoas fazem loucuras em nome da fé, as maiores guerras que existem hoje no mundo são por causa religião. 

OS DONOS DO MUNDO: VÍRUS E BACTÉRIAS


De uma hora para outra pessoas iam dormir e não acordavam mais. Se você desse uma chacoalhada, ela até despertava. Aí comia alguma coisa, ia ao banheiro, mas sempre se arrastando pela casa, cansada como se tivesse passado dois dias sem dormir. Então ia para a cama de novo. Talvez para um sono sem fim. Esse sono mais do que mórbido matou 5 milhões de pessoas. Depois sumiu sem deixar vestígio nenhum. Até hoje ninguém sabe que vírus ou bactéria causou aquilo. Foi uma das pandemias mais violentas da história da humanidade. E fora ter ganho um nome (encefalite letárgica – ou “inflamação no cérebro que deixa você pregado”, em português claro) a doença continuou envolta em mistério. Apavorante. Mesmo assim a praga quase não chamou a atenção. É que logo depois surgiu um vírus bem pior: o H1N1. Em 25 semanas esse vírus matou mais gente do que 25 anos de aids. No começo, não parecia grande coisa. Quase todo mundo que pegava a gripe acabava sarando. O problema: uma hora tinha tanta gente infectada que a taxa de mortalidade, de 2,5%, foi o bastante para transformar meio planeta num inferno. Escavadeiras passaram a abrir valas para enterrar montes de corpos, embrulhados em lençóis. Chegou uma hora em que parentes das vítimas deixavam os corpos na rua para ser recolhidos. Uma em cada 36 pessoas do mundo acabou morta.

Era a gripe espanhola, causada por uma versão mais letal desse mesmo vírus de hoje, o influenza H1N1. Ela só agiu entre 1918 e 1919, mas foi o suficiente para matar 50 milhões num mundo com 1,8 bilhão de habitantes. Mais do que o dobro de mortos nos 4 anos da 1a Guerra Mundial. Qual a chance de um estrago desse tamanho acontecer de novo? Os vírus e as bactérias são mesmo uma ameaça tão grande? Para entender a resposta, é preciso conhecer bem os micro-organismos. Saber como eles “pensam” e, principalmente, nos colocarmos no nosso lugar. Os micróbios são mais do que uma ameaça. E nós, menos do que vítimas. Somos apenas passageiros num mundo criado por eles. E totalmente dominado por eles. A começar pelo seu corpo.


As bactérias fizeram você
Você é um sundae polvilhado com Ovomaltine. Pelo menos do ponto de vista dos micróbios. Existem mais bactérias pastando pela sua pele do que gente vivendo no planeta. Para elas, seu corpo é o paraíso, um lugar cheio de oásis onde água e comida jorram o tempo todo, na forma de água, sais minerais e gordura e proteínas. Cada um dos seus poros é como um restaurante onde tudo isso sai de graça. Em troca, elas deixam seu corpo fedendo. As axilas são mais problemáticas porque são as praças de alimentação mais concorridas, com glândulas que produzem mais óleos e proteínas de que elas gostam. E isso porque a pele nem tem tantas bactérias assim, comparado com a parte de dentro. A realidade assusta. Nosso corpo é feito de 10 trilhões de células. E abriga 100 trilhões de bactérias. Da próxima vez que se olhar no espelho, lembre-se: 90% do que está ali não é você, mas uma mega civilização de micro-organismos. “Elas são, em suma, uma grande parte de nós. Do ponto de vista das bactérias, claro que somos uma parte bem pequena delas”, definiu o escritor de ciência Bill Bryson em seu livro Uma Breve História de Quase Tudo.
Se elas dominam por dentro, não é diferente do lado de fora. Nas palavras de Nathan Wolfe, um dos infectologistas mais renomados de hoje, se existisse uma enciclopédia de 30 volumes listando tudo o que vive nesse planeta, 27 seriam para descrever vírus e bactérias. Eles formam literalmente uma população de peso. Caso desse para colocar na balança todas as coisas vivas do mundo, incluindo bichos, plantas e tudo o mais, 80% do peso total viria dos micróbios.

Nem precisa dizer que essa maçaroca de vida invisível coexiste em razoável harmonia com a gente. Dentro do corpo, os micro-organismos limpam o intestino, ajudam na digestão, fabricam vitaminas… São tão vitais quanto células humanas. Cada uma das nossas células, aliás, já nasce com uma bactéria dentro: a mitocôndria, responsável por fornecer energia para elas. São os micromotores que nos mantêm vivos. Mas, se elas dão a vida, também sabem tirar. As bactérias só vivem em harmonia com a gente quando estão nas partes certas do corpo. É um equilíbrio pouco estável. Até as que moram no Jardim do Éden da sua pele podem ser mortais se forem parar na corrente sanguínea. É o caso da Pseudomonas aeruginosa. Ela causa a sepse, uma infecção que destrói os tecidos do corpo. A doença afeta 400 mil pessoas por ano e mata a metade. Às vezes o tratamento é extirpar as partes infectadas. A sepse ficou conhecida por aqui em janeiro deste ano, quando atacou Mariana Bridi, uma modelo de 20 anos totalmente saudável. Ela teve os pés e as mãos amputados antes de morrer. E essa bactéria é só uma entre muitas que podem pegar qualquer um de surpresa, por mais jovem e saudável que a pessoa seja. Mesmo assim, elas não causam tanto medo quanto o outro protagonista do microcosmo: os vírus.

Muita gente trata vírus e bactérias como sinônimos. Em muitos casos, os dois até causam as mesmas doenças, como pneumonia e meningite. Mas não. Um é tão diferente do outro quanto um ser humano de um programa de computador. As bactérias podem até ser extremamente simples – são compostas de uma única célula, tão pequenas que daria para colocar 3 milhões delas na cabeça de um alfinete. Mas são seres vivos como qualquer outro. Elas respiram, comem e se locomovem. Basta haver nutrientes por perto que elas vivem e se reproduzem à vontade. São donas do próprio nariz. Os vírus não. Para começar, os vírus são bem menores. Se eles tivessem o tamanho de uma pessoa, as bactérias seriam da altura do Cristo Redentor. E mais importante: são incapazes de fazer qualquer coisa sozinhos. Imagine um programa de computador, um dvd do Windows, sem computador. Ele só vai servir para você jogar frisbee. E um vírus é basicamente isso. O software ali é um pedacinho de código genético impresso num pacote de proteínas, com as instruções de como reproduzir o vírus. Mas não há hardware. O vírus é inerte como uma pedra, sem o poder de respirar e comer para gerar sua própria energia – e com ela se reproduzir. Mesmo assim, a vontade de se multiplicar está lá. Igual a você e às bactérias, ele foi feito para gerar descendentes.

Como fazer isso se você é uma pedra? Pegando uma carona em quem pode. Ou seja: nas células dos seres vivos, que é quem sabe fazer isso. Cada célula, seja uma das 10 trilhões do seu corpo, seja a de uma bactéria, é basicamente uma fábrica de fazer novas células, usando nutrientes como peças de construção. O que o vírus faz, então, é invadir a célula e tomar o controle das operações. Transformá-la numa fábrica de novos vírus. Num zumbi a seu serviço. Os vírus conseguem invadir as células porque elas têm “fechaduras” violáveis. E cada tipo de vírus tem a chave para entrar em um tipo de célula. Por isso que cada um causa uma doença diferente. O HIV, por exemplo, só tem a chave para entrar num certo tipo de célula, chamada CD4, que é fundamental para o funcionamento do sistema imunológico. Ao transformá-las em zumbis, destrói as defesas do organismo. E o corpo do paciente fica vulnerável, sem ter como dar conta nem de doenças brandas. Note bem: se a chave que o HIV carrega fosse para outro tipo de célula, a aids não existiria, ele provavelmente seria um vírus sem nada de mais.

Só continuamos vivos em meio ao bombardeio de vírus, que é diário, por um motivo: nosso sistema de defesa é incrivelmente complexo. Evoluiu ao longo de bilhões de anos, desde os nossos ancestrais de uma célula só, para lutar contra esses invasores. E vencer a qualquer preço. A defesa começa na pele. Ela funciona como uma armadura por um motivo que pode parecer mórbido: a pele é coberta por células mortas. E os vírus não infectam células mortas porque… estão mortas, oras. Não têm como virar fábricas de novos vírus (ah, não esquente a cabeça: pode se esfregar o quanto quiser no banho que essa proteção não vai diminuir). Bom, já que a pele não deixa, os vírus precisam entrar pelos nossos furos: nariz, boca, genitais, ou ir direto para a corrente sanguínea, geralmente via mosquito. Mas é quando conseguem entrar que os vírus e outros invasores se deparam com as nossas armas mais sofisticadas: os linfócitos. São células feitas para matar, que atiram primeiro e perguntam depois. Literalmente: o corpo produz 50 bilhões de linfócitos todos os dias. Cada um capaz de reconhecer um tipo vírus. Como o corpo sabe quais vírus existem por aí? Ele não sabe. Então atira para todo lado produzindo linfócitos capazes de reconhecer qualquer combinação de proteínas possível. 

Se um vírus estranho penetrar no seu corpo, um desses bilhões de linfócitos vai reconhecer a célula infectada. E, quando isso acontece, rola uma operação quase mágica: o linfócito começa a se dividir, gerando um exército de clones especializados em destruir a célula contaminada com aquele vírus. Esse processo todo demora alguns dias. Nisso, o vírus tem tempo de se multiplicar e causar os sintomas da doença antes de ser atacado. Mas, uma vez que o exército de clones se forma, ele fica para sempre no seu corpo. Continua fazendo patrulha para o resto da sua vida. É por isso que, quando você pega alguma infecção viral, geralmente acaba imunizado contra ela para sempre. Não foi que o seu corpo “aprendeu” a combater a doença. Ele já sabia antes. Já tinha produzido um anticorpo contra o vírus por tentativa e erro. Mas precisou que o bichinho invadisse primeiro para produzir um batalhão de clones do linfócito certo. E aí, sim, ficar imunizado. 

É assim que as vacinas funcionam: os médicos injetam proteínas de algum vírus no seu corpo (não vírus inteiros, só suas impressões digitais, por assim dizer). Elas deixam você doente, mas iniciam uma produção em massa de clones contra ela. E eles vão ficar lá para sempre. Mas, se essa Otan dentro do seu corpo é tudo isso, por que não vencemos os vírus de uma vez? O problema é que alguns deles criaram táticas para driblar essa vigilância. O da aids, por exemplo, sabe se esconder do exército anti-HIV que se forma depois de uma invasão. E continua agindo por baixo dos panos, para sempre. Além disso, os vírus têm um grande aliado no planeta: nosso modo de vida. O surgimento de vírus novos e mais destruidores é uma consequência direta da civilização.

Você não gostaria de estar na pele de um vírus letal há 20 mil anos. Pelo menos não na de um dos que atacam seres humanos. É que a oferta de gente no planeta era de doer. O que tinha era alguns milhares de pessoas vivendo esparsas em tribos de caçadores. Se você fosse um vírus mortal, não daria muito certo: contaminaria um homem e, quando tivesse se disseminado para umas 100 pessoas, exterminaria a tribo e ficaria sem sua única fonte de vida. Péssimo negócio. “Não que não existissem vírus violentos na época. Mas eles não vingavam. Provavelmente destruíam todos os seus hospedeiros e morriam junto, antes que eles tivessem tempo de espalhar mais a doença”, diz o infectologista Stefan Ujvari, um especialista na evolução dos micro-organismos. Desse jeito, os vírus que deram certo na época, e que continuaram firmes até hoje, foram os mais brandos. Como o da herpes: ele fica lá quietinho na mucosa genital e só “acorda” de vez em quando, causando feridas por onde sai para tentar invadir alguém que o hospedeiro dele levou para a cama. Depois as feridas cicatrizam e o vírus continua lá, sem causar mais danos e à espera de uma nova chance de se espalhar. 

Matar a pessoa seria suicídio. Mas uma hora isso mudou. Há 10 mil anos o homem descobriu um modo de vida mais eficiente que a caça: a agricultura e a criação de animais. A fartura de alimentos fez a população se multiplicar. Agora a vida de um vírus letal não seria mais tão difícil. Do ponto de vista de um deles, a oferta de corpos para invadir estava uma beleza. Mas de onde eles viriam? Dos animais que estavam por perto. Com os primeiros criadouros, passamos a conviver com quantidades industriais de fezes, urina e outras secreções do gado. Além disso, a domesticação aumentou muito a população desses animais. Mais corpos para os vírus invadirem. E variações mais letais desses micro-organismos começaram a aparecer no gado. Era questão de tempo para que algum vírus assim saltasse para nós.

E foi o que aconteceu. Quem diz é a genética. Nos últimos anos, a ciência ganhou o poder de rastrear a origem dos vírus. Geneticistas comparam vírus nossos com os de animais e conseguem traçar a época em que eles tiveram um ancestral comum. Nisso, concluíram que o vírus do sarampo é parente de um que ataca o gado, o da peste bovina. Ou seja: o vírus dos bois passou por uma mutação genética na época das primeiras criações e adquiriu o poder de invadir pessoas. Invadir e, agora, matar sem dó: sarampo parece besteira para quem passou pelas vacinações em massa contra a doença – como você, provavelmente. Mas até hoje, nas áreas onde não há vacina, o sarampo mata mais de meio milhão de pessoas por ano.

Se o sarampo veio da criação de bois, a gripe é um filhote dos chiqueiros e galinheiros. O caminho do influenza começa nas aves selvagens, que carregam o vírus sem ter como infectar humanos. Mas a civilização deu um jeito de isso acontecer. Durante suas migrações, os pássaros selvagens acabavam bebendo água nos reservatórios das criações de galinha. E também faziam suas necessidades por lá. Aí as galinhas bebiam a água contaminada pelas fezes e pegavam o vírus. Como galinhas e porcos sempre foram criados meio juntos, não demorou para que surgisse algum vírus mutante dessa gripe aviária capaz de atacar os suínos. Nisso o vírus foi circulando entre várias espécies de suínos, aves domésticas e selvagens. Agora imagine: quando duas mutações de um mesmo vírus se encontram no mesmo organismo, e isso aconteceu nas criações de porcos e galinhas, o “casal” pode recombinar seus genes na forma de 256 vírus diferentes. E esses vão se recombinando e recombinando dentro do corpo dos bichos. Aí foi questão de tempo para surgir uma variação que infectasse o homem. No caso, o vírus da gripe humana.

Mas a festa do influenza não parou por aí. Os porcos ficaram vulneráveis à gripe humana e à aviária, além de terem a gripe exclusiva deles. Então até hoje acontece uma suruba genética lá dentro. E versões novas e imprevisíveis do vírus continuam aparecendo. É por isso que todo ano surge uma gripe diferente, que o nosso sistema imunológico não conhece. No fundo, qualquer uma delas pode ser chamada de “gripe suína”, pois todas são geradas nesse misturador de vírus que são os porcos. Se a cada ano vem uma gripe nova, em intervalos mais longos aparecem algumas realmente violentas. Foi o caso de 1918. E de agora.

A nova onda de doenças
Apesar de o sistema de saúde hoje ser bem melhor que o do começo do século 20, os criadouros de vírus também são. Hoje há 1 bilhão de porcos no mundo. E quase 3 galinhas por habitante. Se o consumo de proteínas continuar crescendo nos países em desenvolvimento (o que é ótimo), esses números vão triplicar. E a chance de aparecer novas gripes mortais também. A última que meteu medo no planeta aconteceu logo ali, em 2003: foi a gripe aviária, que infectou 423 pessoas e matou 258 – incríveis 61% de fatalidade, contra 0,024 das gripes comuns e cerca de 1% da gripe suína onde ela pegou mais forte. A aviária acabou controlada. A de hoje talvez não fique tão pesada quanto a espanhola. Mas não dá para prever o que pode vir por aí.

“Hoje os sistemas de saúde global funcionam como os cardiologistas dos anos 50, que só podiam esperar por um enfarte para depois agir. Na época, não entendiam como fazer a prevenção”, diz o infectologista Nathan Wolfe, que além de dar aulas na Universidade Stanford também é diretor da Iniciativa Global de Prevenção de Vírus. Nathan e seu grupo recolhem amostras de sangue de animais em busca de vírus que possam representar perigo para o homem.
Esse tipo de monitoramento é o melhor jeito de prevenir novas pragas. Só tem um problema: ele é raro. “O monitoramento da gripe aviária é eficaz porque se trata de uma doença capaz de matar uma criação inteira, causando prejuízos sérios ao produtor. Já os porcos não morrem de gripe, então não existe uma vigilância sistemática”, diz a infectologista Nancy Belley, da Unifesp. A solução? Aumentar essa vigilância, além de separar criações de galinhas e porcos e mantê-los em condições higiênicas. Só que isso ainda é utopia, principalmente nos países mais probres.

E mesmo assim não seria a salvação: a qualquer momento 500 mil pessoas estão em aviões cruzando o planeta. Junte isso ao fato de que nunca estivemos em contato com tantos vírus novos, seja pelo aumento na quantidade de animais de criação, seja pela caça de animais selvagens, que podem espalhar mais vírus para nós. Desse jeito, um caçador na África pode pegar um vírus mortal e, em questão de dias, estar em outro canto do planeta transmitindo o vírus. Foi o que aconteceu com o HIV, que veio de macacos. Por isso mesmo, pesquisadores acreditam que estamos no meio de uma segunda onda de novas doenças. A primeira foi aquela de 10 mil anos atrás, quando a civilização começou. Outro ponto: não dá para prever novas mutações. O HIV, por exemplo, só não é transmissível por mosquitos, como a dengue, porque não sobrevive dentro do inseto. Mas basta uma mutação simples para que isso aconteça.

No mundo das bactérias não é diferente. Há meio século, um ministro da Saúde Pública americano disse que “as doenças infecciosas estavam eliminadas dos EUA”. Fazia sentido. Naquele tempo, a penicilina, rainha dos antibióticos, parecia mesmo eficaz contra praticamente qualquer ataque bacteriano. Mas ele estava errado. A lógica da evolução funciona rápido com bactérias. Em pouco tempo surgem micro-organismos mutantes, que resistem aos antibióticos. E eles tomam o lugar dos micróbios vulneráveis na natureza, deixando nossos remédios obsoletos. Além disso, o homem dá uma força para que isso aconteça.
A maior parte dos antibióticos produzidos no mundo vão para as rações de gado, como precaução contra infecções e porque faz os bichos crescer mais rápido. É a melhor oportunidade do mundo para que as bactérias desenvolvam resistência aos remédios. 

Existem iniciativas para combater isso, pelo menos. Desde os anos 90 governos do mundo todo, Brasil incluído, proíbem o uso de vários antibióticos para promover o crescimento. Nos EUA, o governo estuda a possibilidade de banir os antibióticos das rações, e usá-los só quando o animal estiver doente. Também não é a panaceia, já que a mera existência dos antibióticos na farmácia é o bastante para criar bactérias mais resistentes. Por outro lado, não podemos viver sem esses remédios. Seria suicídio.

É isso: não existe fórmula mágica para derrotar micro-organismos. Mas isso não significa que eles não podem ser úteis. Enquanto você lê esta página, médicos do hospital Cedars-Sinai, nos EUA, se preparam para combater tumores no cérebro com um vírus geneticamente modificado. Até o fim do ano eles pretendem usar o vírus para invadir células cancerosas de pacientes e matá-las, sem danificar as células normais. A técnica já deu certo em bichos. Esse e outros tratamentos parecidos estão em fase experimental, mas já começam a descortinar um lado bom para esses demônios. Pois é: se não pode vencê-los, junte-se a eles.

Resumo:
É importante termos um olhar diferente das coisas. Somos seres humanos e feitos de bactérias mortais, tem milhares delas vivendo em nosso corpo. Analisando a grosso modo, podemos concluir que quem comanda mesmo são elas, as bactérias.

Fonte: Super Interessante

terça-feira, 18 de julho de 2017

IDENTIDADE DE GÊNERO E ORIENTAÇÃO SEXUAL


O que é Identidade de gênero?
Identidade de gênero consiste no modo como um individuo se identifica com o seu gênero, feminino ou masculino. De modo geral, representa como a pessoa se reconhece: Homem, mulher, os dois ou até mesmo nenhum dos gêneros. O que determina a identidade de gênero é a maneira como a pessoa se sente e se percebe, e deseja ser reconhecida pelas outras pessoas. Existem três principais tipos de identidade de gênero: Transgêneros, Cisgêneros e Não-Binários. 

O transgênero é o indivíduo que se identifica com um gênero diferente daquele que lhe foi atribuído no nascimento. Por exemplo: Um indivíduo nasceu menino mas não se vê como tal, se sente do gênero feminino; e vice versa. Ao contrário do que se pensava erroneamente no passado, a transgeneridade não é um distúrbio mental, muito menos psicológico. Transgênero e Transexual são a mesma coisa. O termo transexual é mais antigo, corresponde ao transgênero de hoje. É a pessoa que, por se sentir pertencente ao outro gênero, pode manifestar o desejo de fazer uma cirurgia no seu corpo para mudar de sexo, o que não acontece com as travestis. 

O Cisgênero consiste no indivíduo que se identifica com o seu "gênero de nascença". Um indivíduo que possui características biológicas típicas do gênero masculino/feminino, e que se identifica (socialmente e psicologicamente) como a mesma. Já o Não-Binário é a classificação que caracteriza a mistura entre masculino e feminino, ou a total indiferença entre ambos. Os indivíduos não-binários ultrapassam os papeis sociais que são atribuídos aos gêneros, criando uma terceira identidade que foge do padrão "homem-mulher".

Orientação Sexual
Muita gente confunde orientação sexual com identidade de gênero. No entanto identidade de gênero não tem relação direta com orientação sexual. Orientação sexual é o desejo, a inclinação erótica de cada pessoa. Por exemplo, um homem pode ter desejos sexuais por mulheres e homens, ou somente por homens ou mulheres. Mulheres que somente se sentem atraídas por mulheres são lésbicas, pois não sentem atração alguma por homens. Orientação sexual = Tesão. Uma mulher transgênero por exemplo, que nasceu com órgão sexual masculino, mas se identifica com o gênero feminino, pode ter qualquer tipo de orientação sexual, tais como: homossexual, bissexual, heterossexual, assexual, etc...

Crossdresser 
O termo "Crossdresser", ou "CD", de acordo com o Brazilian Crosdresser Club. O significado literal é vestir-se ao contrário. Nos Estados Unidos e em alguns países europeus a palavra já está integrada ao vocabulário quando se trata de diferenciar a fantasia de usar roupas do sexo oposto, das orientações sexuais de cada um. Crossdresser é homem heterossexual, mas tem uma identidade de gênero feminino. São homens heterossexuais, que gostam de se vestir de mulher.

Travestis
Travesti é um homem que também não se identifica com seu gênero biológico. Veste-se e se comporta como uma mulher. Travestis são homens gays (homens que sentem desejo por outros homens). Muitos travestis modificam seus corpos com ajuda de hormônios, terapias, implantes de silicone e cirurgia plásticas, mas ainda desejam manter o órgão sexual de origem, o pênis. Se um homem gosta de vestir de mulher e sua orientação sexual for heterossexual, logo não é um travesti, é um Crossdresser.

Assexuados
Indivíduos que não se sentem atraídos por pessoas do mesmo sexo, nem do sexo oposto, não sente nenhum desejo sexual. Essas pessoas não se masturbam e nem transam.

Resumo
Essas informações nenhum líder religioso vão pregar em seus púlpitos, pois cada um deles se preocupam somente em ganhar dinheiro, e pregar sempre a mesma ladainha religiosa para enganar seus fieis. Jesus não comenta o assunto no novo testamento, Jesus não comentou nada sobre sexualidade, não encontramos nada nas paginas do novo testamento sobre sexualidade humana e suas complexidades. 

Leia também este artigo fantástico, sobre imposição sexual CLICK AQUI. 
9 Momentos que determinam sua identidade antes de você nascer CLICK AQUI

domingo, 23 de abril de 2017

O QUE ACONTECERIA SE FICASSE PROVADO QUE DEUS EXISTE?


Num primeiro momento, pareceria o fim de todos os problemas. Mas essa visão mudaria rapidinho... Muita gente acredita em Deus, e fé não se discute. Mas o que imaginamos aqui ultrapassa o limite das crenças individuais. Estamos falando de a humanidade inteira, de repente, deparar-se com Deus em “carne e osso”. Para imaginar esse cenário, foi consultado Luiz Felipe Pondé, filósofo da PUC-SP, da Faap e da Unifesp, José Luiz Goldfarb, historiador da ciência da PUC-SP e os teólogos da PUC-SP Jorge Cláudio Ribeiro e Eduardo Cruz. O resultado são os acontecimentos abaixo, que, vale ressaltar, são totalmente hipotéticos. Num primeiro momento, a população mundial poderia acreditar que todos os problemas iriam desaparecer apenas com uma ordem Dele. Mas, com o tempo, essa história ganharia contornos bem mais dramáticos.

1. Para comprovar sua existência sem criar polêmicas entre as nações, o Criador convocaria uma reunião da ONU. Diplomatas incrédulos, claro, pediriam provas. Deus, bem-humorado, faria algum milagre ou algo do tipo, provando a todos que era quem dizia ser;

2. Sede da ONU, a cidade de Nova York receberia peregrinos do mundo inteiro. Companhias aéreas e aeroportos por todo o planeta entrariam em colapso por causa da procura dos fiéis. A cidade viraria um caos, com trânsito parado e soldados tentando conter hordas de crentes e curiosos;

3. A histeria coletiva levaria algumas semanas, até todo mundo se acalmar e se conformar com a existência divina. A mídia encararia Deus como uma celebridade. Emissoras de TV, jornais e revistas do mundo inteiro tentariam agendar entrevistas com Ele;

4. Entre a população haveria duas reações extremas. De um lado, doentes e miseráveis ficariam em paz, pois o Criador seria capaz de resolver tudo. Do outro lado, com medo da justiça divina, criminosos e desajustados entrariam em pânico, iniciando uma onda de suicídios;

5. Um efeito inesperado da presença de Deus poderia ser o colapso da economia. As pessoas deixariam de trabalhar e fariam passeatas exigindo a solução imediata dos problemas mundiais: “Comida para todos!”; “Saúde para todos!”;

6. As grandes questões não seriam mais decididas por governos, mas por Ele. Aborto pode ou não pode? Esse sujeito deve ir para a cadeia? E vale a pena de morte? Deus é quem daria a última palavra. Os governos se enfraqueceriam até finalmente deixarem de existir;

7. Alguns anos depois da aparição, o ser humano poderia perder a noção do que é certo ou errado e passaria a culpar o Criador por todos os males. Deus enfrentaria uma crise de popularidade. Uma mãe que perdesse seu bebê, por exemplo, acusaria Deus pela desgraça;

8. Diante de tanta confusão, Ele poderia optar por uma solução radical. Decidido a partir da Terra e voltar a seguir tudo de longe, Deus ofereceria o próprio sacrifício e “morreria” para a humanidade encontrar o rumo de novo. Mas não na cruz, que é uma coisa muito antiga que não funcionou.

CIÊNCIA X RELIGIÃO
Com Deus presente na Terra, os dois lados perderiam força. Quem acha que a presença de Deus favoreceria as religiões na milenar disputa com a ciência se engana. Na verdade, as religiões enfrentariam uma crise. Afinal, para que seguir as interpretações delas se o próprio Deus diria o que é certo, e o que é errado? Grandes centros religiosos perderiam seu poder, e o Vaticano até poderia acabar sendo incorporado pela Itália. Mas a vida dos cientistas também não seria fácil… O que havia antes do big-bang? Qual é a menor partícula dentro do átomo? Tais perguntas poderiam ser feitas diretamente ao Criador. Resultado: A ciência perderia sentido, e os pesquisadores acabariam desempregados.

Fonte Mundo Estranho